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O livro “Da Raia Seca ao Pinhal”, começou a ser idealizado no concelho de Proença-a-Nova “num almoço de trabalho no âmbito de um seminário dedicado ao envelhecimento que o Município organizou em que o médico e autor – um dos oradores convidados - foi desafiado a escrever um novo livro que abarcasse a assistência médica na região, mas também a sua história, cultura e tradição”, relembra a autarquia de Proença numa nota enviada à comunicação social.

O livro, que foi apresentado dia 7 de janeiro neste concelho, conta com coordenação de Álvaro Carvalho e junta mais de três dezenas de autores que, em comum, têm o facto de serem naturais, de residirem ou de terem “adotado afetivamente” a Beira Interior, uma vez que assumiu o objetivo de divulgar uma “região do país muito esquecida”, continua a edilidade.
João Lobo, presidente da autarquia proencense, colaborou com um texto sobre “Os Ratinhos do Concelho de Proença-a-Nova”. Nele compara os manajeiros que juntavam os trabalhadores sazonais na região aos autarcas de hoje que têm como missão reunir recursos e ferramentas que possam esbater as assimetrias criadas e preparar o interior para os desafios que a inexistência de uma estratégia política criou ao longo das últimas décadas. Recuperando uma das frases do texto de Manuel Braga da Cruz – “O interior precisa de discriminação positiva, que todo o país olhe para ele como para um antepassado que importa fazer viver” –, João Lobo ressaltou que a experiência dos ratinhos beirões nos campos de ceifa do Alto Alentejo e Ribatejo também traduz “aquilo que é a condição da dificuldade e da resiliência deste povo, desta gente da Beira, que ia procurar nesse trabalho um complemento e um sustento diferenciado para as suas famílias. Criou tenacidade nas pessoas e capacidade de enfrentar as dificuldades”. É sua expetativa que este livro possa alertar para a necessidade de se olhar para o interior a partir de uma nova perspetiva em que, num país com cerca de 200 quilómetros de largura, não existe verdadeiramente interior e litoral.
Tem edição da Âncora Editora e o seu responsável, António Batista Lopes, destacou a participação de sete municípios na concretização do livro “Da Raia Seca ao Pinhal” e a capacidade do coordenador juntar pessoas de várias valências.
Os intervenientes na apresentação do livro recordaram a ligação entre a Câmara de Proença-a-Nova e a Fundação que Álvaro Carvalho criou em 2014 com o seu nome que tem como missão a prestação de cuidados de saúde na zona interior do país, em especial na Beira Interior de onde é natural (mais precisamente do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo). Em Proença-a-Nova têm sido realizadas operações às cataratas, consultas de dermatologia e de cardiologia.


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