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Aprovado em maio deste ano, o Programa de Transformação da Paisagem, aponta quatro grandes áreas de atuação. Uma delas, já no terreno, é a avaliação do potencial da paisagem, outra são os condomínios de aldeia.

Para esta área está previsto alocar meio milhão de euros para ajudar a criar faixas de gestão em redor das aldeias e os concelhos de Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova têm candidaturas aprovadas, disse o Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, durante uma reunião com autarcas, empresários e produtores florestais que decorreu ontem, 19 de outubro, em Oleiros. João Paulo Catarino adiantou que “o Governo está a apoiar, por via das câmaras municipais, os proprietários dessas aldeias a transformarem a ocupação do solo à volta do edificado por uma ocupação compatível com o fogo e para isso o Estado vai pagar 50 mil euros por aldeia para que a despesa, que é permanente, se possa transformar numa oportunidade”. Há ainda a “perspetiva que depois também se possa dar uma poio à manutenção”, reforçou.
Atendendo ao ordenamento florestal existente, e se não forem interrompidos, os ciclos de fogo irão continuar. Há portanto que criar escala no território, “no mínimo 100 hectares, mas o ideal é que sejam 1 000 a 1 500 hectares”. Assim, o Governo criou o programa das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem, até porque no Programa de Resiliência e Recuperação estão alocados cerca de 700 milhões de euros a distribuir por quatro ou cinco anos para os territórios vulneráveis. “O Estado ajudará a fazer o projeto, a identificar os proprietários, a fazer o cadastro simplificado, pagará a intervenção florestal e dará um apoio durante 20 anos. Na prática, desde que os proprietários se entendam e agrupem o Estado pagará a intervenção e a gestão”, sintetizou João Paulo Catarino. Mesmo que um proprietário não queira integrar o projeto, a propriedade é-lhe arrendada e o Estado toma conta dela. A ideia “é ter todas as parcelas intervencionadas”, sublinhou.
Em resumo, não há desculpa para não se fazer nada pela floresta, seja a que ardeu seja a que ainda não foi devastada pelos incêndios. Agora é importante que as autarquias “liderem os processos mas é igualmente importante haver pro atividade dos agentes locais”, sustentou.
Quando há dois anos o Secretário de Estado das Florestas, à altura, esteve em Oleiros visitando a criação das faixas de interrupção de combustível, disse que os proprietários desses terrenos iriam ser compensados mas, como relembrou o presidente da autarquia oleirense, Fernando Jorge, até agora não o foram, por isso o edil questionou João Paulo Catarino sobre essa situação, tendo ficado a saber que neste momento já há dinheiro disponível para essas compensações, até porque “se veio a provar que essas faixas são efetivamente muito úteis”, finalizou o governante.
Presente neste encontro, ontem em Oleiros, esteve também o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, José Augusto Alves, que lembrou sobre a necessidade da continuação da Rede Primária para salvaguarda de pessoas e bens.


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