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Está a decorrer durante o dia de hoje, 15 de outubro, em Mação, o seminário sobre violência doméstica denominado "Reflexões sobre o fenómeno da violência doméstica”. Trata-se de uma iniciativa promovida pela CIM - Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo em conjunto com os seus Municípios.

Na sessão de abertura, o anfitrião Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação, destacou a importância de debater este tema, o qual está sempre na ordem do dia e, apesar de parecer esquecido, a verdade é que as notícias ocasionais de mais uma vítima ou morte nos fazem despertar para uma realidade que precisa ser mitigada e combatida.
Neste sentido a CIM colocou este assunto em cima da mesa e esta tarde será assinado um protocolo entre diversas entidades “onde todos vamos reconhecer que há aqui um problema que carece de ser eliminado”, disse o autarca maçaense, deixando também uma palavra de agradecimento ao Governo pela “forma como está a lidar com esta problemática e a ajudar estas pessoas e entidades a se entenderem e numa lógica de base territorial todos podemos ajudar a resolver este problema”, notou. Vasco Estrela desejou ainda que o protocolo que será assinado esta tarde “possa ter consequências ou seja transmissão de maior confiança às pessoas vitimas de violência doméstica”.
A Comunidade do Médio Tejo implementou no seu território o Projeto Maria cujo principal objetivo é o desenvolvimento de respostas para a problemática da violência doméstica e de género em todos os Municípios da região. De recordar que este projeto prevê o desenvolvimento e implementação de uma Rede Intermunicipal tendo em vista a existência de uma resposta integrada para a problemática da violência doméstica e de género nesta região. Na base deste projeto estiveram três mentores, tendo um deles sido o concelho de Mação, facto que foi destacado pela presidente do conselho intermunicipal da CIM do Médio Tejo, Anabela Freitas, esta manhã.
A presidente realçou, portanto, a importância do trabalho em rede e a criação de condições para que as vítimas consigam quebrar barreiras de vária ordem. “É importante que a sociedade acolha as pessoas quando resolvem quebrar estes laços para que dia mais importante destas pessoas não seja o do seu funeral”
Nos 13 municípios foram criadas infraestruturas de apoio a estas vítimas, algo que não se vê só na fase adulta mas também na fase do namoro, referiu igualmente Anabela Freitas. Há assim que trabalhar com quem está a passar pela fase de violência mas também nos comportamentos tidos como normais, adiantou. A violência doméstica é um tema antigo, mas muito atual, que urge debater para se encontrar novas soluções para uma sociedade melhor e mais humanizada.
Sobre o protocolo para a Territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, que vai ser assinado esta tarde na presença da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, a presidente da CIM do Médio Tejo desejou que passe das palavras às ações e “os 13 Municípios estão interessados em fazer com que o ditado popular “entre marido e mulher não se mete a colher”, passe a pertencer ao passado”.


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