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A Câmara Municipal da Sertã está a registar atrasos na avaliação dos processos de obras particulares. Esta segunda-feira, na reunião do executivo camarário, o vereador do PS Carlos Miranda acusou a câmara de falta de organização pois, “perante a ausência, que já se sabia ser prolongada, de uma técnica, não foi capaz de, atempadamente, prover o setor com os recursos humanos necessários para manter os serviços operacionais”, disse, rejeitando uma eventual justificação com a pandemia, uma vez que “este tipo de trabalho pode ser realizado na modalidade de teletrabalho”, explicou.

Por outro lado, questionou-se se a inclusão das obras particulares no Setor de Gestão Urbanística inserido no Departamento de Administração e Finanças, “que é muito grande e tem pouca relação com esta matéria, não terá também contribuído para o agravar da situação”.
Com o avolumar dos processos e o passar do tempo, a autarquia encontrou uma solução, recorrendo a técnicos de outros municípios, mas no entender do vereador não resolveu o caos do setor e “o problema está longe de estar resolvido”. "Esta situação é insustentável”, reforçou, na medida em que “os cidadãos veem adiado, por tempos injustificáveis, o seu direito a construir, ampliar, habitar, vender ou arrendar o seu imóvel. Face a esta paralisia, os construtores, os comerciantes de materiais de construção, as empresas imobiliárias, vivem momentos difíceis, agravados pela recessão causada pela pandemia”, sustentou.
Quem também lamentou esta situação foi o vereador do PSD Jorge Coluna, pois “já se sabia que isto poderia acontecer” e considerou que se “deve incentivar, não só ter mais fiscais mas também mais técnicos para analisar os projetos que, lamentavelmente, não têm ninguém para o fazer”, vincou. Este vereador lastima ainda que esta situação mantenha em suspenso muitas pessoas que estão a investir e a gerar riqueza no concelho. 
Reconhecendo os atrasos na apreciação dos processos das obras particulares, José Farinha Nunes, presidente da câmara, disse esperar que a situação se resolva até ao final deste mês.
De recordar que esta situação já tinha sido alvo de discussão numa Assembleia Municipal da Sertã quando Filomena Bernardo, presidente da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, se queixou que alguém estava há oito meses à espera de uma licença de construção.


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