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Carteiros em greve em duas semanas alternadas, cumprem somente os serviços mínimos exigidos por lei… Os carteiros dos concelhos da Sertã e de Vila de Rei estão em greve desde o início desta semana, 14 de setembro. Para a semana voltam ao trabalho mas na seguinte voltam à greve.

Tudo porque os CTT fizeram um estudo que visa suprimir um posto de trabalho de carteiro no Centro de Distribuição Postal da Sertã (CDPS) no fim do ano, confirmou à Rádio Condestável José Batista do SINDETELCO, Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços. No seu entender “este estudo não foi feito convenientemente nem foram escutados os trabalhadores e com a supressão de um posto de trabalho, não há capacidade de fazer a entrega de todo o correio. Já não era (possível) antes e agora está pior”. Assim, a população está a ser mal servida pois estão a ser servidas tardiamente, descreveu José Batista, adiantando que “neste momento praticamente obrigam os trabalhadores a não fazer pausas de refeição para poderem entregar mais algum correio às pessoas”.
Com este estudo, o CDPS perde seis horas de trabalho de distribuição. Neste período de tempo “entrega-se muito correio em muitas aldeias”, notou o sindicalista. Os trabalhadores apenas exigem que “este estudo não entre em vigor e que tudo se mantenha como antigamente”. Deste modo, representantes do sindicato, carteiros e a chefia do CDPS reuniram em plenário no passado dia 10 deste mês, mas como não houve abertura por parte deste último, a greve está a decorrer. Ainda de acordo com José Batista, os trabalhadores “têm sido duramente castigados neste CDPS com reduções constantes” e lembrou que uma situação deste género já aconteceu há três anos mas houve um revés na decisão.
Assim, agora, esta greve decorrerá até ao próximo dia 18, sexta-feira. Haverá uma semana de intervalo e, caso as reivindicações dos carteiros não sejam satisfeitas entrarão de novo em greve na última semana deste mês de setembro. Se entretanto houver alguma abertura para satisfazer o pedido dos carteiros, “a greve até pode terminar amanhã desde que os giros sejam repostos”, garantiu.
Recorde-se que nesta greve os carteiros estão apenas a cumprir os serviços mínimos exigidos por lei, ou seja, apenas estão a entregar materiais perecíveis, medicamentos urgentes, telegramas de óbito, cartas registadas de tribunais e câmara municipais.
De acordo com o sindicato, a adesão à greve é de 100% do pessoal efetivo, estando os serviços mínimos a ser assegurados por dois assalariados.
A Rádio Condestável está há mais de 24 horas à espera de uma resposta dos CTT sobre este assunto, desde as 13:00 de ontem, mas até ao momento ainda nenhuma explicação, concreta, chegou à nossa redação até esta hora (14:45).

Resposta dos CTT chegada à nossa redação às 15:03 - Sobre esta questão a Rádio Condestável questionou os CTT sobre o que estão ou vão fazer para diminuir o impacto desta greve nos referidos concelhos. Em resposta, os CTT dizem que “respeitam, como sempre respeitaram, o direito à greve dos trabalhadores e tudo fazem para que esta tenha o mínimo impacto possível nos clientes e na qualidade do serviço. Assim, os CTT estão a assegurar os serviços de carater urgente com os trabalhadores que não aderiram à greve. No final do período de greve, a empresa irá alocar os meios necessários ao Centro de Distribuição Postal de forma a reduzir o impacto desta greve para os nossos clientes, nomeadamente com a deslocação de trabalhadores de outros locais e com outro tipo de ajudas que se venha a verificar serem oportunas e úteis”. 
Pretendemos ainda saber se a empresa irá manter a sua posição, irredutível, na diminuição de um posto de trabalho de carteiro até dezembro. Em resposta afirmam que “os CTT estão em permanente análise do tráfego de correio, adequando os recursos humanos às necessidades de cada local”.
Por fim, a Condestável entendeu saber se os CTT têm conhecimento da forma, atempada ou não, como está a ser feita a distribuição. Fomos informados que “a distribuição está a ser assegurada por meios CTT e reforçada fora do período de greve para minimizar eventuais impactos nos clientes”.

Entretanto a RC vai ouvir a posição dos autarcas locais sobre esta questão.


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