Imprimir

Após o incêndio que domingo deflagrou em Cunqueiros, concelho de Proença-a-Nova e que se estendeu aos concelhos de Castelo Branco e de Oleiros, o presidente da autarquia proencense emitiu um comunicado onde deixou àqueles concelhos “uma palavra de amizade e solidariedade”.

João Lobo relembra que “foi um fogo muito rápido na sua progressão devido ao vento e houve, de facto, insuficiência de meios na sua parte inicial”. O autarca dá o exemplo da povoação das Fórneas em que, “sem carros de combate, a população teve de se unir e fazer um esforço que importa registar para salvaguardar a aldeia”. Perante este cenário, o edil realça a “importância das faixas de gestão de combustível. As Fórneas, e bem, fez essa faixa e foi exatamente por isso que, com a gravidade de todo o cenário, houve capacidade de contenção do incêndio e depois de combate mais eficaz”.
No mesmo comunicado recorda-se igualmente que “na progressão deste incêndio foram afetadas as povoações de Cunqueiros, onde começou, Travesso, Herdade, Esfrega, Dáspera, Mó, Alvito da Beira e Fórneas, no fundo toda a zona norte do concelho que ainda tínhamos verde. Grande parte dessa área era regeneração dos fogos de 2003, portanto, floresta com 17 anos que agora perdemos", acrescentando que "a Dáspera foi a povoação mais afetada porque o incêndio penetrou no núcleo da aldeia, sem com isso criar danos em casas de habitação, também muito por influência da sua população e da sua atitude, que depois teve o apoio de bombeiros durante a noite”.
Entretanto várias equipas do Município estão no terreno a fazer um primeiro levantamento dos danos e das necessidades das populações quer relativamente à parte agropecuária, quer aos danos causados nas infraestruturas, para tentar perceber o tamanho desta, que já é uma tragédia. João Lobo sustenta esta afirmação ao constatar que foi devastada uma “imensa” área, chamando a atenção para o “problema que é a gestão florestal e a continuidade, ao longo dos anos, dos ciclos de fogo que vão dizimando a capacidade de gerar riqueza através da floresta e dos seus ativos”.

Nestas circunstâncias, “evidentemente que os municípios, mas com responsabilidade maior a Administração Central, apesar das medidas que têm vindo a ser tomadas, tem que de uma vez por todas haver resposta para um problema com consequências gravíssimas que se traduzem no definhamento destes territórios, no seu despovoamento e na falta de capacidade de voltar a gerar riqueza a partir da floresta”, refere, garantindo que “o Município de Proença-a-Nova encontrar-se-á sempre disponível para encontrar soluções, mas que sejam soluções pensadas, rápidas e que se traduzam em ação”.
O presidente da câmara não esquece os bombeiros que “têm estado sempre na primeira linha ainda que este 2020 se tenha mostrado, até ao momento, um ano muito difícil. São mais cinco vítimas, bombeiros que ficaram feridos e, felizmente, neste momento nenhum se encontra em perigo, mas dois deles ficarão com sequelas devido às queimaduras que sofreram”. Neste contexto relembra a morte de um bombeiro e dos vários feridos no incêndio de 25 de julho. A corporação de Proença perdeu ainda, nestes dois incêndios, três viaturas. “É, por isso, o momento para ressalvar a condição da corporação dos Bombeiros Voluntários de Proença-a-Nova, o seu comando e a sua direção, naquilo que tem sido de facto a resiliência em enfrentar estes infortúnios e mesmo assim não abandonarem o seu posto”, vinca.


CarBus

Av. Dr. Abílio Marçal, Lote 1 B 6100-267 Cernache do Bonjardim

geral@radiocondestavel.pt

Telefone: Geral: 274 800 020

Redacção: 274 800 028/7



Estatísticas

Hoje
20894
Ontem
26441
Este mês
448015
Total
33145475
Visitantes Online
27