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Atualizada às 20:30 - Em fase de resolução e rescaldo, estão neste momento 90 % da área do incêndio, mantendo-se os restantes 10 % ainda por consolidar. 
Esta informação foi avançada ao final da tarde de hoje por Pedro Nunes, comandante das operações no terreno, a partir da Sobreira Formosa onde está montado o posto de comando.

“o perímetro na sua totalidade está estabilizado contudo os restantes 10% do território quer na zona norte quer em parte do flanco direito ainda não estão perfeitamente consolidados”.
Os meios no terreno “vão manter-se vigilantes e prontos a responder a qualquer ocorrência que possa acontecer” referiu Pedro Nunes, acrescentando que “continuam os trabalhos de consolidação e rescaldo e haverá à posteriori uma fase de vigilância quando o fogo estiver já numa fase de domínio, mas neste momento não há redução de meios pelo menos até amanhã ao final do dia”.
Nas próximas horas a meteorologia vai dar uma grande ajuda já que “o vento será fraco podendo soprar moderado nas zonas de cumeada, a humidade relativa vai chegar aos 70/80% o que vai tornar o combate extremamente favorável”. “O dia de amanhã vai ser muito idêntico ao de hoje no que toca à temperatura e humidade do ar”, disse o mesmo responsável.

Atualizada às 13:15 – 90% do incêndio está dominado, realçou há minutos Pedro Nunes, Comandante Operacional do Agrupamento do Centro Norte no briefing da proteção civil para fazer o ponto de situação deste incêndio. Da área afetada, “10% está a sofrer ações de combate direto e indireto e os 90% restantes estão a sofrer ações de rescaldo com auxílio de máquinas de rasto e outras zonas em vigilância”. No terreno estão 16 máquinas de rasto e sete meios aéreos entre aviões anfíbios (4), helicópteros ligeiros (2) e pesados (1).

Neste momento a maior preocupação dos operacionais situa-se entre Sarnadas de S. Simão e Póvoa de Cambas. A tarde trará uma intensificação do vento e partir das 16:00, prevê-se uma rotação do mesmo, logo há possibilidade de reativações e também por este motivo as atenções serão redobradas, num trabalho que “será duro mas o nosso plano de ação está bem definido”, garantiu. Prevê-se que até ao início da madrugada o incêndio seja dado como dominado.
No terreno, as maiores dificuldades encontradas relacionam-se com a sua orografia e densidade da floresta, sendo que “a carga de combustível é muito intensa”, ilustrou.
Todo o perímetro do incêndio, que é de 60 km, preocupa os operacionais pois “tudo ainda está mito quente”, esclareceu o comandante.
Deste incêndio, até ao momento resultaram 10 feridos, incluindo os bombeiros.
As 40 pessoas que tiveram que ser retiradas de suas casas já regressaram às mesmas, disse ainda o comandante.
Pelas 20:00 será feito novo ponto de situação deste incêndio.

Notícia original - Com uma grande área destruída nos concelhos de Proença-a-Nova, Oleiros e Castelo Branco, o incêndio que domingo, 13 de setembro, deflagrou em Cunqueiros, no concelho de Proença-a-Nova começou a ceder nas últimas horas e 90% do seu perímetro está dominado.

No terreno estão mais de 1000 operacionais e, a esta hora (09:15), quatro meios aéreos, sendo que um deles “é um helicóptero de coordenação que identifica as zonas prioritárias a intervir”, disse esta manhã Belo Costa, Comandante Operacional do Agrupamento Distrital do Centro Sul (CADIS) no primeiro briefing diário que aconteceu a partir de Sobreira Formosa, Proença-a-Nova.
Nos próximos dias o trabalho vai ser de consolidação e isso “vai demorar muitos dias e vai necessitar da participação de todos, incluindo as pessoas da terra que muitas vezes são fundamentais e fazem a diferença entre consolidar bem ou deixar pontas soltas”, e estas “vão dispersando meios se as pessoas das terras não derem o seu imprescindível contributo”, acrescentou, garantindo que “os trabalhos decorrem muito favoravelmente”.
Ainda não está dado como dominado porque ainda existem “pontos quentes que carecem de uma atenção e trabalho dedicados”. No entanto “podemos considerar que não há nenhuma frente com chamas ativas. De momento está a ser feito um reconhecimento rigoroso a todo o perímetro que é de cerca de 60 km”, adiantou. Por este motivo, o dia será de “intenso trabalho”, notou Belo Costa.
Os setores que ficaram em condições mais favoráveis são mais a norte e todos no concelho de Oleiros, nomeadamente na zona de Vilar Barroco, Póvoa da Ribeira, Pisoria e Póvoa de Cambas. Aqui o trabalho de consolidação está a ser feito de forma mais intensa. Igualmente na frente 2, em Sarnadas de S. Simão ainda há pontos quentes que ainda preocupam “onde estamos também a trabalhar com maquinaria pesada para fechar esta parte”, sustentou.
O dia será também para validar a situação dentro da área ardida. “Nestes grandes incêndios ficam muitas ilhas dentro da área e as mesmas vão ser analisadas para anular qualquer problema para as aldeias”, explicou.
O comandante espera que “no final do dia, início de noite o incêndio seja dado como dominado, até porque a situação está controlada e não se esperam surpresas de reacendimentos mais violentos”, disse ainda, garantindo também que "este é o maior incêndio que já registámos".


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