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Atualizada às 17:45 – Relativamente a este incêndio, no concelho de Castelo Branco vive-se uma situação mais calma neste momento, confirmou há minutos à Rádio Condestável o presidente da câmara, José Augusto Alves, apesar de estar consciente de que, a qualquer momento tudo se pode vir a alterar.

O autarca descansou assim a população, em particular a da freguesia de Sarzedas que, apesar de não estar numa situação livre de perigo, está tudo mais calmo. “Ainda temos alguns pontos que oferecem preocupação”, disse recordando a situação “muito trágica de Lisga” onde se perderam alguns animais domésticos. “Logo de manhã começamos a identificar a situação dos animais e dentro de algum tempo chegará comida para os animais que sobreviveram pois as pessoas ficaram sem nada para lhes dar de comer”, explicou.

Atualizada às 15:40 - Apesar de o vento não se fazer sentir, continua sem dar tréguas o incêndio que ontem deflagrou em Cunqueiros. Como a Rádio Condestável constatou no terreno, uma das situações mais complicadas encaminha-se para o Parque Eólico do Cabeço da Rainha.

Cerca das 15:00, as chamas lavravam com muita intensidade junto à estrada 351. Esta estrada estava a servir de barreira à progressão das chamas e o vento soprava a favor, empurrando o incêndio para uma zona já queimada.
No concelho de Oleiros está cortada a estrada que liga Oleiros ao Estreito.
Apesar das dificuldades nas comunicações, e de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Fernando Jorge, "há várias frentes de incêndio que distam significativamente alguns quilómetros umas das outras" e por precaução “já foram retiradas pessoas de cerca de 12 aldeias e estamos em vias de ter que retirar de outras tantas”, disse o autarca. “Um dos maiores focos de preocupação é uma frente que se encaminha para o Rio Zêzere e todas essas encostas estão a ser lambidas pelo fogo”, ilustrou, existindo vários agregados populacionais nessa região.
No concelho de Proença-a-Nova, verificam-se “alguns reacendimentos mas a situação, estando mais calma não está controlada”, disse ao início da tarde à Rádio Condestável o presidente da câmara João Lobo. As máquinas de rasto estão “a operar nos perímetros das zonas afetadas para tentar fechar este incêndio”, disse ainda o autarca. Os trabalhos irão prolongar-se durante todo o dia, esperando-se que o baixar das temperaturas traga resultados positivos. A área devastada “é grande. Parte da área que ardeu em 2003 está agora a ser, novamente, consumida pelas chamas. Era “floresta que tinha 17 anos e que estava preservada”, sustentou João Lobo, apontando a origem deste incêndio para mão criminosa, disse ainda à Rádio Condestável.

Atualizada às 12:45 – Já terminou o briefing da Proteção Civil a partir de Sobreira Formosa, concelho de Proença-a-Nova, para fazer o ponto de situação deste incêndio em que “inicialmente o vento foi a grande influência”, começou por dizer Belo Costa, Comandante Operacional do Agrupamento Distrital do Centro Sul (CADIS).

Hoje o incêndio tem uma “característica mista de vento e convectivo e continua a não dar oportunidade de extinção na linha de propagação (cabeça do incêndio)”, disse. Prevê-se um trabalho moroso durante todo o dia, sendo que somente com o início da noite é previsível debelar as chamas, acrescentou o comandante que relembrou a estratégia que está montada no terreno, ou seja “retirar energia nos flancos direito e esquerdo”, já que “tivemos consciência que o combate na cabeça (do incêndio) não ia ser possível de forma direta sem esta possibilidade. O trabalho é moroso e de paciência atendendo às características do incêndio (vento e convectividade)”, justificou.
A orografia do terreno, densidade de floresta e falta de acessos também dificultam o trabalho dos bombeiros que está maioritariamente virado para a defesa das pessoas e das suas habitações principalmente no concelho de Oleiros em localidades como Dão, Ribeira de Milrico, Milrico, Vale Colmeia, Casalinho, Ribeira da Feira, Vale de Ousanda, Roqueiro, Ameixoeira e Retaxo, deu nota o Capitão Jorge Massano da GNR de Castelo Branco. Outras localidades estão a merecer atenção no que à possibilidade de serem evacuados diz respeito, nomeadamente Pisoria, Póvoa de Cambas, Vilar Barroco,Vilarinho ou Vale da Ribeira. O trabalho de evacuação das pessoas (20 a 30 até ao momento) está a ser feito em colaboração com a Segurança Social, adiantou ainda o Capitão Jorge Massano.
Deste incêndio há a registar ainda sete bombeiros feridos, sendo dois deles considerados graves, com queimaduras em 20% do corpo, nomeadamente mãos, face e tronco. Estes foram encaminhados para os Hospitais da Universidade de Coimbra, deu conta Bruno Borges, do Instituto Nacional de Emergência Médica.
As máquinas de rasto são 16, entre as que estão no terreno e as que estão para chegar. Estão igualmente no teatro de operações 831 operacionais, apoiados por 272 viaturas e 14 meios aéreos de 122 entidades.

Não escondendo que este incêndio tem “uma operação bastante complexa, com uma dificuldade bastante acentuada atendendo à dimensão que ganhou em muito pouco tempo”, Belo Costa informou que, só nas primeiras cerca de três horas, as chamas queimaram 2.300 hectares de floresta e o incêndio “manteve-se com esta energia toda a noite e, ao contrário do que se previa, que a noite trouxesse melhoras, não aconteceu”. A esta hora, “apesar do tempo mais encoberto não estamos a conseguir colocar meios a combate na linha de propagação do incêndio”, explicou. A previsão é que, “passando a tarde, com a estratégia definida, no final do dia/início da noite consigamos começar a recolher resultados mais na cabeça do incêndio e que a noite traga resultados mais favoráveis”, explicou.
O incêndio tem mais de 55 km de perímetro, sustentou ainda o comandante.
Entretanto a Estrada Nacional 238 está cortada na zona de Milrico. Pelas 19:00 será feito novo ponto de situação.

Notícia original - Continua ativo no concelho de Proença-a-Nova o incêndio que ontem deflagrou em Cunqueiros, tendo também, ainda no dia de ontem, alastrado aos vizinhos concelhos de Oleiros e de Castelo Branco.

Esta manhã, pelas 08:20, em declarações à Rádio Condestável, o vice-presidente do Município de Oleiros, Vitor Antunes não escondeu que a situação no seu concelho é “complicada”, devido “às frentes de fogo que estão a avançar” na zona de Estreito.

“Os pontos mais quentes são junto a Oleiros, em Roda, Bonjardim e Ribeira das Várzeas” e as chamas dirigem-se em direção à Zona Industrial de Açude Pinto, acrescentou. Vitor Antunes disse ainda que, perante o cenário neste concelho, os meios que estão no terreno são “manifestamente insuficientes. São demasiadas frentes de fogo perante tão poucos meios”. Esperançado que com o acalmar das frentes de fogo noutros locais haja possibilidade de canalizar mais meios para o nosso concelho”, apelou.
No concelho oleirense, uma das zonas que está a ser percorrida pelo incêndio ardeu em 2003 mas noutra (Bonjardim e Mougueiras” não ardeu e o pinhal é adulto, explicou ainda Vitor Antunes. Durante a noite, e apenas por precaução houve pessoas que foram retiradas das suas casas mas, não arderam casas de primeira ou segunda habitação, no entanto ao nível de destruição de anexos agrícolas, “estou convencido que haverá prejuizos avultados”, sustentou.
No concelho de Proença-a-Nova a manhã trouxe um relativo acalmar da situação. Igualmente em declarações à Condestável, esta manhã, o presidente da autarquia João Lobo confirmou que apesar de estar longe de estar controlado, “a noite serviu para acalmar com o arrefecimento da temperatura”. Neste concelho há ainda muitos focos ativos, sendo que se verificou um reacendimento na zona de Cunqueiros durante a madrugada mas que já está controlado. O autarca espera que os meios no terreno e as máquinas de rastos se comecem a consolidar partes do incêndio para ver se, durante o dia de hoje se consegue controlar este incêndio.
A grande área afetada “entristece-nos e faz-nos refletir o que, durante anos consecutivos, não temos feito na floresta. Não podemos, continuadamente, assistir a estes cenários e é obrigatório, os Município e a Administração Central, não deixarem situações desta voltar a acontecer”, notou.
A merecer preocupação estão as zonas de Herdade, Esfrega e Mó, sendo que a localidade que mais tem sofrido foi a localidade de Dáspera. Fórneas esteve ladeada pelas chamas e porque os meios aqui não surgiram, o autarca realçou o “trabalho extraordinário” da população.
De momento, e de acordo com a página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estão no tereno 799 operacional, apoiados por 266 viaturas e 13 meios aéreos.
De referir que ao final da manhã de hoje, cerca das 12:00 haverá um briefing a partir de Sobreira Formosa, para fazer o ponto de situação deste incêndio.


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