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Gestão financeira da instituição e emocional dos utentes são preocupações maiores… O Centro Social S. Nuno de Santa Maria (CSSNSM) em Cernache do Bonjardim apresentou as contas de 2019 aos sócios. Como refere o relatório e contas, este exercício foi o melhor dos últimos 12 anos, mas tal não invalida que a instituição continue a ter dificuldades de tesouraria que, gradualmente, têm vindo ser minimizadas. As contas foram aprovadas por unanimidade.

Atendendo à situação de pandemia, os próximos tempos trarão algum aperto financeiro, confessou à Rádio Condestável Joaquim Filipe Patrício, presidente da direção do centro. “Não somos irrealistas e temos consciência que se houver uma segunda vaga da pandemia atingir-nos-á a todos e estou preocupado”, disse, ciente de que é preciso ir acompanhando o evoluir da situação e agindo conforme as situações se forem deparando. “Temos tomado uma série de medidas para tentar minimizar esse impacto mas veremos o que acontece no futuro”, vincou.
Se a área financeira merece uma particular atenção, a gestão emocional dos utentes e dos colaboradores também não é descuidada e “tudo estamos a fazer para que as pessoas mantenham a confiança que em nós depositam mas a história do vírus é de uma incerteza e tem uma velocidade de propagação tão grande que, em qualquer momento, podemos também ser atingidos”, explicou. O imposto afastamento social obriga agora a medidas mais apertadas nas visitas que foram abertas de forma gradual no CSSNSM mas “reconhecemos que não é fácil”, até porque, quando os utentes têm consultas no exterior têm que ficar em isolamento profilático de 14 dias e “isso não é fácil de gerir”, reforçou Joaquim Filipe Patrício, garantindo que também “para nós não é agradável sentir que eles estão em baixo com esta situação”.

Nas últimas décadas a gestão das estruturas residênciais para idosos tem sofrido alterações, sendo que em muitos casos passaram a ser hospitais de retaguarda. Tal acarreta um conjunto de constrangimentos. Nesta assembleia, o presidente da direção do CSSNSM disse que é necessário começar a procurar novas respostas da parte do Governo para estas estruturas. “Quando os utentes estão num lar por motivos de saúde, a equipa de saúde tem que ser reforçada para evitar gastos ao país”, porque “são cada vez mais as estruturas que não visam só o social mas também a saúde” e “é pertinente começar a observar esta dicotomia para colmatar problemas futuros que se podem agravar”, considerou.
Com as instituições a viverem uma situação financeira precária é necessário que o Estado comece a olhar para esta situação de uma forma diferente já que, segundo Joaquim Filipe Patrício, tudo isto acarreta custos acrescidos que alguém terá de suportar.
De recordar que esta instituição trabalha com as valências de Creche e Pré-Escolar, Centro de Dia, Serviço de Apoio ao Domicilio, Lar e Unidade de Cuidados Continuados Integrados.


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