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A intenção de elevar Sertã à categoria de cidade foi motivo de análise na sessão da Assembleia Municipal (AM) da Sertã desta segunda-feira, dia 29 de junho.

Entre quem concorda e quem não concorda com a ambição da autarquia sertaginense, destaque para a opinião de Álvaro Monteiro, deputado do Partido Socialista que, recordando alguns pontos do discurso do presidente da câmara no dia do Feriado Municipal deste ano, “desmontou” as ideias do autarca, lembrando um ex-presidente da câmara que também teve essa ideia e que, a abandonou pois "alguém lhe fez ver o erro enorme que seria essa pretensa aspiração”, disse. Deste modo quis saber onde estão obras de vulto constantes nos programas eleitorais e se nesta categoria “a ponte pedonal da Carvalha é suficiente. E a pretensa área desportiva a instalar na Cerrada de Alcaidaria que incluiria uma pista de Tartan, o hospital novo e o povoar da Zona Industrial com empresas que alterariam o paradigma da falta de emprego?”, questionou a título de exemplo. Álvaro Monteiro falou ainda na falta de visão estratégica do autarca em vários setores e discordou desta visão, lembrando alguns serviços que a Sertã perdeu em 11 anos de mandato como por exemplo o Tribunal, a Segurança Social, o Centro de Emprego, os Correios ou as Escolas de Ensino Básico.
João Carlos Almeida, deputado do PSD disse ter pena de que nem todos tenham a ambição desta elevação, pois só assim “é possível evoluir” e os projetos “têm que ter um início e um processo de maturação”, notou. Também António Xavier, deputado do PS, se manifestou relativamente a este assunto, dizendo que concorda com a ideia mas pediu mais ação para áreas como a saúde. “Gostava de ver uma Sertã cidade com coisas mais valorizadas e pujantes”, sintetizou. Quanto a Jorge Nunes do PSD disse que o discurso do presidente de câmara demonstrou visão, ambição e estratégia.

A ambição precisa ser tornada numa missão e não tem dúvidas que “mais cedo ou mais tarde, a Sertã vai ser cidade”. Sobre esta temática, Daniel Luís, deputado do PSD, fez o paralelismo entre a ambição de Nuno Álvares Pereira e a de José Farinha Nunes dizendo que o concelho tem potencial para crescer cada vez mais”. “Possivelmente D. Nuno nunca disse aos seus que iria ser fácil, mas sempre lhes transmitiu que seria possível”, alimentou, recordando que “somos um concelho que tem vingado ao longo do tempo e que, por força das pessoas tem-se destacado na região pelo seu crescimento diferenciador”, sustentou.
Na resposta, José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã considerou que “há quem seja e quem não seja ambicioso”, para, seguidamente, deixar exemplos de vilas, com poucos habitantes que foram elevadas a cidade (Borba com 3 700 habitantes, S. Pedro do Sul com 4 mil e Valença com 3 483). Na contagem o autarca deu conta que o distrito de Évora tem seis cidades e o de Castelo Branco tem três, logo “até para o próprio distrito seria bom que houvesse mais uma cidade”, sustentou, reforçando que “faria sentido o Pinhal Interior Sul ter uma cidade”. O autarca reiterou ainda que “a Sertã está pronta para ser elevada a cidade, descansando aqueles que temem que, numa cidade os impostos aumentam. “As taxas de impostos são iguais em todo o país”, garantiu.


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