Imprimir

Missas comunitárias regressam a partir de 30 de maio… Máscara obrigatória, menos fiéis e regras afixadas à entrada são algumas das mudanças que vão acontecer nas missas a partir deste dia 30 de maio. As celebrações serão diferentes e as orientações da Conferência Episcoppal Portuguesa devem ser cumpridas e seguem as orientações da Direção-Geral de Saúde, visando “evitar a propagação da doença”, como explicou à Rádio Condestável o pároco de Cernache do Bonjardim, Padre Paulo Jorge.

“Não entra ninguém sem máscara. As entradas e saídas da igreja são feitas separadamente para evitar cruzamentos e em cada porta haverá gel desinfetante. Os lugares estão distribuídos para que as pessoas não se juntem, respeitando a regra de 4 metros quadrados entre cada pessoa”, explicou, ressalvando que a regra do distanciamento não se aplica a pessoas da mesma família ou que vivam na mesma casa. O pároco referiu ainda que “nas paróquias que me estão confiadas já estamos a fazer essa marcação”.
Antes da comunhão, o diálogo individual da comunhão "Corpo de Cristo" – "Amen", pronunciar-se-á de forma coletiva e a distribuição da hóstia será feita em silêncio. A comunhão será dada na mão e antes “desinfetaremos também as mãos”, descansou. São igualmente proibidas as folhas de cânticos, papéis ou outros objetos que sejam tocados por toda a gente. O gesto de paz, que é facultativo, continua suspenso.
Os ofertórios vão também deixar de ser feitos e quem quiser fazer a sua oferenda deverá fazê-lo à saída da igreja. Nos restantes atos, como sendo funerais, casamentos ou batizados, as normas são as mesmas, confirmou deixando o exemplo do que se vai passar nos batizados. “A unção com óleo será feita com recurso a algodão e o sinal da cruz não será feito com toque. Faremos só o gesto. Os pais podem tocar, nós não”. Nos funerais voltará a cerebração eucarística na igreja, “com acompanhamento mas convidam-se as pessoas ao distanciamento”, alertou.
O Padre Paulo Jorge sente que, até tudo se tornar um hábito, será confuso para as pessoas, e pede a compreensão de todos até porque será limitado o número de participantes, de acordo com a dimensão da igreja e, por exemplo “dentro da Igreja em Cernache só caberão 62 pessoas, no Nesperal serão 22, no Castelo serão pouco mais de 30 e Palhais ainda não sabemos”, explicou.

Deste modo, o pároco convida a que as pessoas de risco, como idosos e doentes “não venham à missa por enquanto. Vejam a missa pela televisão ou oiçam na Rádio Condestável”, aconselhou, reforçando que “é o melhor que fazem e é um ato de fé e de amor a si próprios e àquilo que Deus lhes deu que é o dom da vida e da saúde”. Quanto aos que vão, “se encontrarem a igreja cheia, têm que respeitar”, sustentou.
Em alguns casos está a ser estudada a colocação de colunas no exterior da igreja para que os fiéis assistam à missa na rua.
Habituado a grandes multidões e a grandes festas eucarísticas, nomeadamente no tempo de missão, o padre Paulo Jorge confessa que estes tempos lhe trouxeram uma experiência nova e até boa, sendo que celebrou sempre sentindo que toda a comunidade estava presente. “Este tempo fez-me celebrar mais em comunhão com as pessoas”, notou.
Nas pequenas capelanias, a diocese recomenda que não haja celebrações. Existe também a recomendação para que sejam celebradas missa campais. Em Cernache existe espaço para isso, no entanto, pode tornar-se incómodo pois as pessoas terão que estar ao sol e em pé, por isso, e por enquanto, a missa nesta vila será celebrada dentro da igreja, ao domingo e com a habitual transmissão na Rádio Condestável, a partir das 11:00.

ofertaB etpzp

CarBus

Av. Dr. Abílio Marçal, Lote 1 B 6100-267 Cernache do Bonjardim

geral@radiocondestavel.pt

Telefone: Geral: 274 800 020

Redacção: 274 800 028/7



Estatísticas

Hoje
3935
Ontem
10999
Este mês
198253
Total
32234920
Visitantes Online
21