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Fecharam a escola a cadeado... Os alunos da Escola Secundária da Sertã fecharam esta manhã a escola a cadeado para dizerem basta pois estão cansados da demora nas obras. Neste momento essas obras resumem-se apenas a alguns arranjos exteriores já que o principal está parado desde abril, uma vez que se chegou à conclusão que o edifício não cumpria as normas antissísmicas.

Desde o momento que se iniciaram as obras os alunos foram distribuídos por vários edifícios, nomeadamente Residência de Estudantes, Gabinete de Apoio Técnico e Escola Padre António Lourenço Farinha.
Miguel Miranda, o rosto deste descontentamento, falou à Rádio Condestável sobre os motivos desta forma de luta referindo que “a escola anda há meses em obras e sem condições. Nós viemos manifestar-nos para exigir melhores condições”, confirmou, dando o exemplo que “temos aulas na residência de estudantes, em salas exíguas e sem condições”.
Maria João Torres, professora naquele estabelecimento de ensino há mais de 20 anos, confirmou a falta de condições para se poder ter um ensino que se exige e de qualidade e pediu para que se imaginasse “um aluno que tem aulas nos três edifícios, depois quer ir ao bar, tem de fazer alguns metros à chuva, depois se for preciso vai ter uma aula na escola Padre António Lourenço Farinha”. Para esta professora, “é impossível dizer que os alunos entram na escola e têm ali dentro a sua vida todo o seu dia”.

Ao lado dos alunos estiveram todos os professores e também José Carlos Fernandes, Diretor do Agrupamento de Escolas da Sertã. Relembrou que as obras “começaram em setembro de 2018 com a previsão de um ano para serem concluídas, a dado momento surgem dúvidas quanto à estrutura do edifício e quer autarquia quer Ministério da Educação (ME) decidiram parar as obras por questões de segurança e mandar avaliar a estrutura”, disse. Sublinhando que o relatório já está concluído desde julho, “cabe agora ao ME decidir o que fazer. Continuar as obras ou eventualmente fazer o reforço da estrutura”, explicou. O diretor garantiu ainda que já há “verba para o reforço de uma viga que obrigatoriamente tinha de ser reforçada, no entanto há ainda algumas reservas relativamente à restante estrutura”.
Esta situação levou a que na Assembleia da República a deputada do PSD, eleita pelo círculo de Castelo Branco, Cláudia André, juntamente com outros deputados questionassem o ME sobre este problema. Quiseram saber “quando é que o ministério põe por escrito que as obras da Escola Secundária podem avançar e com que meios”, relembrou Cláudia André. Estes deputados querem ainda saber “se for preciso acrescentar alguma verba ao que está previsto quanto é que será”.


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