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A Capela do Convento Hotel da Sertã recebeu este sábado, 2 de novembro, uma representação de vinhos da Beira Interior para uma prova do que de melhor se produz neste território.

Esta é a região vitivinícola mais alta de Portugal, com vinhas situadas entre os 300 e os 750 metros de altitude, apresenta um clima agreste, com temperaturas negativas no inverno e verões muito quentes e secos. As principais castas são Síria, Arinto e Fonte Cal, nas tintas a Tinta Roriz, Rufete, Touriga Nacional, Touriga Franca e Trincadeira. O clima permite a produção de vinhos muito frescos e aromáticos, com uma considerável capacidade de envelhecimento e excelente vocação gastronómica, enquadrou a organização da iniciativa, a cargo do Convento Hotel da Sertã.
Realizado num fim-de-semana alargado, pretendeu-se com este evento proporcionar aos hóspedes e à população em geral, uma experiência nova e “dar a conhecer os produtos da nossa região”, ajudando à sua promoção, confirmou à Rádio Condestável Elsa Marçal, responsável pela unidade hoteleira.
Entre os vinhos presentes estiveram os Almeida Garrett Wines da Covilhã. Segundo Tiago Cristóvão, da SABE – Sociedade Agrícola da Beira, S.A., a tradição da casa é o espumante, aplicado com método clássico 100% Chardonnay, “uma das bandeiras da nossa casa”, produzido desde 1910, disse.

Por seu lado Filipe Saraiva, da Cooperativa de Pinhel, com 1300 sócios, recordou que a zona encontra na diversidade da vinha, entre a antiga e a moderna, a capacidade de inovar e criar vinhos com características diferenciadas e com qualidade. “Temos conseguido, cada vez mais, afirmar-nos no mercado”, disse. Quanto ao trabalho faz-se “passo a passo” e a cooperativa tem assim conseguido "conquistar novos mercados”, sustentou.
Só há pouco tempo é que a Beira Interior começou a apostar neste mercado e por isso ainda não é das mais conhecidas, enquadrou José Vergílio, da Quinta dos Currais, do Fundão. No entanto “estamos cada vez mais a ser conhecidos por ter vinhos diferenciados e personalizados, marcados pelas serras e pela altitude, zonas mais continentais e zonas mais baixas como a Sertã ou Proença-a-Nova, ou mais altas como Pinhel ou Figueira de Castelo Rodrigo”, explicou.
Os diferentes aromas à prova foram testados pela escanção Filipa Baião. Na sua opinião esta região tem vinhos com “muita capacidade de guarda, que têm muito poder para envelhecer e tendência a melhorar em garrafa”. Quanto aos projetos novos que vão surgindo, “têm capacidade de tornar o mercado mais virado para os vinhos da Beira Interior”, acrescentou.


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