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A Casa da Cultura de Oleiros recebeu esta terça-feira uma ação de sensibilização que visou explicar o trabalho da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) e um projeto piloto que agência e o Município oleirense estão interessados em desenvolver no concelho, com a utilização de fogo controlado para preservar o que ainda existe de floresta.

Mais cedo ou mais tarde o fogo vai percorrer o concelho, resta saber se o território está preparado para o dominar ou se, pelo contrário, se vai repetir o que aconteceu nos últimos anos. Esta foi uma das certezas deixada por João Tomé, da AGIF.
O que esta agência está disposta a fazer naquele concelho foi considerado de relevante por Vitor Antunes vice-presidente da autarquia local. “Temos que nos preparar e evitar os incêndios a todo o custo, utilizando o fogo controlado, uma ferramenta importante para os nossos proprietários e freguesias, para conseguirmos preservar a nossa floresta”, sustentou.
Por parte dos presidentes de junta ali presentes ficou o interesse em replicar esta sessão nos seus territórios, por forma a mostrar aos proprietários a importância de utilizar aquilo que foi chamado de “fogo bom” para evitar que o “fogo mau destrua a floresta”, reforçou o vice-presidente.

Este trabalho de fogo controlado é feito por técnicos devidamente formados para o efeito e no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, a autarquia já está a formar técnicos nesta matéria. "Já temos dois técnicos inscritos e após a formação o nosso Gabinete Técnico Florestal terá duas pessoas credenciadas em fogo controlado”, disse Vitor Antunes.
No concelho existe uma área que pode servir de tampão à progressão de incêndios e onde se pode começar a trabalhar. É na freguesia de Estreito/Vilar Barroco, na localidade de Roqueiro, onde nos anos 90 e em 2003 deflagraram incêndios “lá no fundo, percorreram toda a encosta e não houve nada que os parasse”, recordou. O local “será um bom ponto de partida”, sublinhou.
De referir que, a esta apresentação, assistiu a maioria dos representantes das freguesias do concelho e todos manifestaram interesse em ajudar na sensibilização das populações para que esta ferramenta possa ser implementada em Oleiros.
De recordar que a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais tem por missão o planeamento e a coordenação estratégica e avaliação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), através da integração de políticas públicas com efeitos na acumulação de combustível vegetal, no comportamento da população e na atividade dos agentes do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, do planeamento, do controlo e da avaliação do sistema, incluindo a gestão do conhecimento, de promoção da especialização e profissionalização dos agentes do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, da avaliação de operações e da intervenção qualificada em eventos de elevado risco, com o objetivo de contribuir para aumentar o nível de proteção das pessoas e bens e de resiliência do território face a incêndios rurais e diminuindo o seu impacto nos ecossistemas e no desenvolvimento económico e social do país.


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