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Decorreu no passado dia 28 de setembro no Edifício Fortes e Baterias, em Sobreira Formosa, Proença-a-Nova, o colóquio “Vias da Beira Baixa: abordagem histórica e geográfica à mobilidade”.

As marcas da deslocação dos povos na Beira Baixa em vários momentos da história representam hoje um dos fatores de atratividade para quem visita o território. Este foi um dos pontos-chave abordado no referido colóquio, organizado pelo Município de Proença-a-Nova e pela Associação de Estudos Alto Tejo e que esteve integrado no programa do Festival do Plangaio e do Maranho.
De acordo com uma nota enviada à comunicação social, a questão da mobilidade foi abordada sob uma perspetiva multidisciplinar, onde se destacou a sua importância como base do desenvolvimento humano desde os primórdios da humanidade, mais concretamente na região da Beira Baixa, e como as marcas dessa mobilidade é parte crucial da nossa história e que importa valorizar. “A mobilidade sempre foi um imperativo desde os primórdios do homem. A mobilidade sempre foi uma necessidade de sobrevivência antes mesmo de conhecermos as estradas e dela depende grande parte da nossa evolução. É através da capacidade de nos deslocarmos entre territórios que evoluímos enquanto sociedade”, defendeu João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.
A região da Beira Interior é marcada por uma identidade própria, quer do ponto de vista geográfico, quer histórico e cultural, traçando-se ao longo dos séculos marcas de movimentos entre povos que, hoje, através do seu estudo numa perspetiva multidisciplinar, permite uma compreensão mais abrangente e consequentemente a sua valorização. A descoberta dos locais cruzando as rotas pedestres, caminhar pelas vias que militares, pastores, povos bárbaros, mercadores e contrabandistas trilharam, é atualmente um dos principais pontos de interesse dos turistas que procuram cada vez mais atividades ao ar livre, aliando o conhecimento e as estórias dos sítios, de forma a vivenciar uma experiência tão ativa quanto cultural.
A primeira sessão deste colóquio, moderada por António Maia Mascarenhas, Tenente-General do Exército Português, contou com as contribuições de Pedro Castro Henriques, antropólogo, Pedro Baptista, do Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra, Luís Albuquerque, Coronel de Infantaria e Diretor do Museu Militar de Lisboa, Carlos Carvalho, Geólogo do Geopark Naturtejo – Geoparque Mundial da UNESCO, E Xóchitl Ramírez Miguel, Geóloga da Universidade Nacional Autónoma do México do Geoparque de Mixteca Alta (UNESCO).
O segundo painel foi moderado por António Manuel Silva, Reitor da Universidade Sénior de Proença-a-Nova e investigador em história, e contou com as intervenções de Rui Ferreira, do Departamento de Geografia e Turismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Eduarda Rovisco, Centro em Rede de Investigação em Antropologia do Instituto Universitário de Lisboa (CRIA), Joaquim Candeias da Silva, da Academia Portuguesa de História, António Nabais da Tagus Universalis, Jorge Custódio, do Instituto de História Contemporânea e Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial, Pedro Carvalho, Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e Carlos Lourenço Fernandes, Engenheiro Urbanista. O coloquio contou ainda com a intervenção inicial de Aníbal Flambó, Major-General do Exército Português que destacou a importância da engenharia militar para a construção de redes e também a disponibilidade demonstrada para com o Município e com a Associação de Estudos Alto Tejo na defesa e divulgação do património.


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