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A Rádio Condestável, à semelhança de uma larga maioria de rádios locais do país, não está a fazer a cobertura da campanha eleitoral que termina à meia-noite de amanhã, 4 de outubro.
Esta é uma forma de mostrar ao poder político que o setor está descontente com a falta de diálogo que se verificou ao longo dos últimos anos no sentido de procurar soluções para os muitos problemas que afetam as rádios locais.
Esta quinta-feira, dia 3 de outubro, os candidatos a deputados do PS pelo círculo eleitoral de Castelo Branco reuniram, na sede distrital do partido, com os responsáveis de alguns órgãos de comunicação social do distrito para perceberem as razões deste silêncio. Até aqui, no que respeita às rádios só a Condestável havia marcado presença na reuniões ocorridas com o PSD, BE e CDS. Desta feita, marcaram presença a Rádio Condestável e a Rádio Cova da Beira, bem como o jornal Gazeta do Interior, semanário este que já havia participado na reunião com o PSD.
Reconhecendo no setor “um pilar fundamental da democracia”, Hortense Martins, cabeça de lista do PS por Castelo Branco, disse ter sido “importante manter este diálogo estreito relativamente a alterações legislativas ou necessidade de alteração de algumas leis”.
A cabeça de lista prometeu que “vamos, de uma forma atenta, acompanhar este assunto e também dar voz a algumas situações que achamos que têm legitimidade”, dando o exemplo dos apoios à modernização. A candidata reconheceu igualmente que “há algumas questões que merecem alguma ponderação e bom senso na sua aplicabilidade”, como sendo os direitos conexos.
Para além deste assunto, e relativamente ao facto de as rádios locais apenas terem direito a tempos de antena nas eleições autárquicas, Hortense Martins considerou que “ainda temos um caminho para andar”, no entanto seria importante dar voz a projetos distritais que se pretendem implementar e para tal “era podermos ter essa distribuição que é feita noutras eleições e que não é feita nalgumas. Temos também que aprofundar essa matéria”, disse.
No final da reunião de trabalho ficou, por parte das rádios ali representadas, a promessa de também fazerem chegar aos candidatos um caderno reivindicativo para que, uma vez na Assembleia da República, possam estar mais inteirados aquando da discussão destas matérias.
De recordar que, no âmbito do distrito de Castelo Branco já foram efetivadas reuniões por parte do PSD, do BE, do CDS/PP e do PS.
Quanto aos restantes candidatos, a nível distrital, de partidos com representação parlamentar, de acordo com o diretor da Condestável, Carlos Ribeiro, “o PAN não se manifestou sobre este assunto mas também é verdade que a Condestável não conseguiu informar os candidatos pelo distrito que não iria efetivar a cobertura da campanha pelo simples facto de que a redação não recebeu qualquer mail sobre as suas ações de campanha". No tocante à CDU, informada em devido tempo, e de acordo com um membro da lista, "não tinham tempo antes do ato eleitoral. Todavia, deixou a promessa de um encontro para auscultar as rádios após as eleiçoes.
Recorde-se que esta decisão da Rádio Condestável não fazer a cobertura da campanha, a exemplo de muitas outras rádios, foi amplamente noticiada em três televisões (RTP, SIC e TVI) e outros órgãos, designadamente a Agência Lusa e Antena 1.


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