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Presidente da Câmara defende também uma “medida nacional” para erradicar o problema… O combate à vespa asiática no concelho da Sertã tem sido incisivo e feito com recurso à incineração dos ninhos.

Todos os casos que surgem são identificados e destruídos no prazo de cinco dias. Quando estão em árvores muito altas, estas têm que ser cortadas para depois se proceder à destruição, que acontece sempre à noite, disse à Rádio Condestável o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal da Sertã, Rogério Fernandes. “Quando os ninhos caem no chão as vespas afastam-se um pouco mas, como é de noite, voltam e depois são queimados”, explicou. A destruição é sempre acompanhada de perto pelas duas corporações de bombeiros do concelho, garantiu.
No ano passado foram destruídos 40 ninhos, este ano já foram detetados 80 e abatidos 70, sendo que só no início desta semana surgiram 12 novos casos e destes alguns já foram debelados.
A situação é preocupante e a Câmara Municipal da Sertã tem reunido com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo no sentido de se “encontrar um meio mais eficaz de destruição destes ninhos”, confirmou à Rádio Condestável o presidente da autarquia sertaginense, José Farinha Nunes, ciente de que “não é possível erradicar este problema de um momento para o outro. Terá que haver uma medida nacional”, com a distribuição de apoios condicentes com o problema em questão, que tem que ser controlado para evitar uma “epidemia”, disse ainda o autarca. Os apoios distribuídos este ano, mediante apresentação de candidatura, foram “insuficientes porque também não se calculava uma invasão desta dimensão”, denunciou ainda o presidente da câmara. “Este é um problema nacional que temos que resolver rapidamente”, reforçou.

Os ninhos têm surgido um pouco por todo o concelho e maioritariamente em árvores e beirados, mas também na floresta, longe das aldeias. Se o combate for deficiente num ano, a probabilidade de surgirem mais ninhos no ano seguinte é real e por isso tem de haver uma certificação de que o ninho foi bem destruído.
A preocupação é grande por parte das pessoas, que estão assustadas, mas o autarca descansou dizendo que “esse problema já existia antes da vespa asiática. Não é por ser vespa asiática ou não, mas sim porque as pessoas são alérgicas”, clarificou.
Por outro lado a confusão persiste quando se fala em europeia e asiática e ambos os ninhos têm sido comunicados à câmara municipal e os “agentes da autoridade vão sempre reconhecê-los”, sendo que no caso da europeia só são destruídos os que se encontram em espaços públicos, deu ainda conta o vereador Rogério Fernandes.
Cada concelho tem estado a trabalhar individualmente nestas destruições e José Farinha Nunes defende um “ataque mais musculado” e esse tem que partir do Governo. Por enquanto estudam-se “as melhores formas de reduzir o número de ninhos” e assim prevenir uma proliferação maior em 2020. “Estamos a falar da economia do mel que já representa muito no concelho da Sertã”, finalizou.

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