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A Comissão Política Distrital de Castelo Branco do PSD já se manifestou sobre a discriminação nos apoios atribuídos após os incêndios de Vila de Rei e da Sertã, deste verão, lamentando que hajam beirões de primeira e de segunda. Assim, em Vila de Rei, com uma população que ronda os 5.000 habitantes e cerca de 50 candidaturas ao Plano de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, os residentes nas freguesias de Fundada e São João do Peso, que viram o seu território ardido em 1.146 e 980 hectares respetivamente, têm acesso a apoios semelhantes aos que foram dados em 2017 para outros concelhos em regime simplificado.
Já os que residem na freguesia de Vila de Rei, com uma área de 1.219 hectares ardidos, e que foram atingidos igualmente pelo incêndio, "não poderão beneficiar desses mesmos apoios, podendo apenas recorrer a outra medida onde só poderão beneficiar de um apoio de 50%". (Ver Noticia Relacionada)
Luís Santos, líder da distrital do PSD, considera que o governo está a tratar de forma diferente situações idênticas dentro do concelho de Vila de Rei, pois “está a fazer discriminação dentro daquilo que é o mesmo concelho e dentro daquilo que são as respostas ao mesmo incêndio” e em vez de complicar “deveríamos entrar num processo de desburocratização e de ajuda imediata para resolver os problemas criados pelos incêndios em vez de estarmos a complicar”.
Com esta resposta a ser dada por parte do governo, Luís Santos afirma que esta será uma forma de num futuro próximo tudo voltar a acontecer já que os proprietários não se vão candidatar aos fundos disponibilizados. “Com isto estamos a empurrar aqueles que foram os verdadeiros atingidos para um concurso no âmbito de uma candidatura ao PDR 2020”, explicou, acrescentando que “na verdade para se poderem candidatar, obrigam as pessoas a coletar-se (criar empresas), quando estamos a falar de pessoas que vivem da agricultura de subsistência”, defendendo que assim não estão a resolver os problemas imediatos dessas pessoas.

Saiba onde estão disponíveis as ajudas...

De referir que uma outra medida do Ministério da Agricultura no imediato foi a de criar em Vila de Rei um ponto de distribuição de forragem e ração, que deve ser solicitada ou diretamente levantada através do Estaleiro Municipal, onde se encontra armazenada.
O açúcar disponível para alimentação dos enxames de abelhas afetados será distribuído por estes dias, deu conta a autarquia em comunicado.
Nesse mesmo comunicado é dito que a câmara municipal, com o apoio das Juntas de Freguesia e da Acripinhal, têm previstas várias deslocações de uma equipa especializada desta entidade, com o seguinte calendário: à sede de freguesia da Fundada, pelas 10:00 horas do dia 13 de agosto; à sede da freguesia de S. João do Peso pelas 10:00 horas do dia 14 de agosto; para a população da freguesia de Vila de Rei, à Associação do Vale da Urra pelas 14:30 também do dia 14 de agosto.
Os proprietários agrícolas devem deslocar-se a estas infraestruturas a fim de registar os prejuízos e avaliar a viabilidade da efetivação da candidatura, tendo em vista restabelecer a componente produtiva destruída, que inclui construções agrícolas, tratores, alfaias e maquinaria agrícola, culturas permanentes tais como o olival, a vinha ou pomares, bem como animais incluindo colmeias, sistemas e equipamentos de rega, vedações, entre outros.
O registo de prejuízos é gratuito mas obrigatório para quem pretenda repor os meios de produção destruídos. Os agricultores afetados deverão ser portadores de toda a documentação relativa às suas parcelas e da maior informação relativa aos prejuízos, incluindo o número de árvores destruídas, metros de mangueiras ou vedações ardidas, etc.

Foto: Arquivo RC

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