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O Governo determinou que seja conferida, a nível nacional, proteção à denominação Azeitona Galega da Beira Baixa, segundo despacho do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural publicado ontem, 8 de julho, em Diário da República.

Esta variedade é produzida numa área geográfica que abrange os concelhos de Covilhã, Belmonte, Fundão, Penamacor, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Oleiros, Sertã, Vila de Rei e Mação.
A notícia foi recebida com agrado, sendo “uma grande notícia para a região e um estímulo para pegar num olival tradicional e poder dar-lhe outra rentabilidade”, disse à Rádio Condestável João Pereira, da Associação de Produtores de Azeite da Beira interior (APABI). Quanto a números, neste momento se um produtor vender esta azeitona num lagar, ela valerá 0,30 €/kg. “Tendo mais cuidados na apanha e com os tratamentos fitossanitários o valor por quilo pode ir de 0,70€ a 0,90€”, explicou, vincando que “é um salto de rendimento muito importante”.
Com esta marca territorial, na próxima campanha já será possível colocar este produto na mesa dos consumidores finais. O trabalho agora é o de informar os proprietários e por isso vai decorrer “um grande programa de informação que vai percorrer o território e que terá em conta o tratamento de azeitona para conserva”, um trabalho que começa na propriedade ao nível fitossanitário e de colheita.

Por outro lado “esta semana, com o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar vamos começar a preparar o primeiro painel de provadores de azeitona de mesa em Portugal”, anunciou.
Nesta área não falta mercado, garantiu ainda João Pereira, sendo que esta certificação irá abrir ainda mais portas. Deu um exemplo de um associado que exporta para o Brasil e que “quanto mais houvesse mais exportava”, alimentou.
Quando chegou aos produtores, a notícia desta certificação foi recebida com entusiamo. Foi o caso de João Marques, da Casa Fernandes, no concelho de Oleiros. Este produtor tem estado a apostar nesta variedade com a plantação de 30 hectares de olival. “Sempre defendemos a variedade galega como ótima para a nossa zona”, confirmou à Condestável. “Para nós foi uma mais-valia e talvez o reconhecer da aposta que foi feita na plantação desta variedade, o que nos faz sentir muito felizes”, disse, desejando que “esta seja uma forma de potenciar a região e uma variedade que se destaca das outras relativamente à sua qualidade e produtividade”. Esta empresa tem estado a apostar no azeite mas “com esta certificação poderemos aproveitar a oportunidade para produzir para mesa”, confessou João Marques. 

O uso desta indicação geográfica fica reservado aos produtos que obedeçam às disposições constantes no respetivo caderno de especificações depositado na Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR).
“O clima da região com temperaturas moderadas, pluviosidade média e a profundidade e fertilidade dos solos, confere características boas para a produção de azeitona de mesa de qualidade”, garante a referida entidade.
Na página dos produtos tradicionais portugueses da DGADR, a Azeitona Galega da Beira Baixa é apresentada como possuindo “propriedades que lhe permitem ter dupla aptidão pois, tanto é utilizada para a produção de azeite como para a produção de azeitona de mesa, sendo este o seu principal destino”.
As azeitonas de mesa são acondicionadas com salmoura de forma a cobrir as azeitonas, garantindo a conservação do produto por um período de tempo que pode ir até aos dois anos.


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