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A receita que potencia os produtos endógenos e a economia local… A tigelada é um doce com forte tradição no concelho de Proença-a-Nova e antigamente usado como sobremesa, em momentos de festa. Hoje quer ir mais além e por isso, a aldeia do Pergulho, no território da União de freguesias de Proença Nova e Peral, viu transformada a antiga Escola Primária numa Oficina da Tigelada.

Um espaço que a Associação do Pergulho e Murteira quer dinamizar.
Dando conta que a comunidade local já produz com frequência a tigelada, Nuno Pequito, presidente da associação considerou que agora se dará outro passo, nomeadamente “produzir mais e melhor”, pois “agora têm aqui condições melhores para trabalharem”. “Numa primeira fase vamos fazê-lo para eventuais encomendas para eventos, tal como fazíamos agora, e no futuro nós queremos entrar na cadeia comercial e começar a introduzir no mercado”, explicou.
A adaptação da escola em oficina rondou os 140 mil euros. Um investimento feito pela câmara de Proença e que visa dinamizar vários setores, como sendo a agropecuária e a caprinicultura, recordou João Lobo, presidente da autarquia local, isto porque “na receita tradicional a tigelada tem o leite de cabra”. Neste sentido há, segundo o autarca “capacidade de termos rebanhos e potenciar também esta riqueza”. Depois surge o mel, “enquanto atividade da apicultura mas também do ponto de vista da biodiversidade e do impacto que têm as abelhas naquilo que é a polinização e a importância vital para a biodiversidade”. A complementar a receita surgem os ovos e o limão. No primeiro caso lembrou a indústria avícola no concelho com a Rica Granja e com a Lusiaves “que queremos, muito a breve prazo, que seja um novo empreendimento em São Pedro do Esteval”. No segundo caso, o presidente deu conta que nas freguesias de Sobreira Formosa e Montes da Senhora “estão a ser replantados e aumentados pomares de limão”.
Este é um projeto que está a ser encarado muito a sério e por isso “estamos a trabalhar com o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar de Castelo Branco no desenvolvimento de unidoses para comercializar e expandir a tigelada do ponto de vista nacional e quem sabe internacional”, desejou. O concelho já tem o suporte da marca Proença-a-Nova Origem, uma “plataforma eletrónica que vende para todo o mundo e que será também um suporte para depois conseguirmos vender a tigelada”.
De recordar que a tigelada é finalista distrital do concurso nacional 7 Maravilhas Doces de Portugal.

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