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A promoção do envelhecimento ativo e saudável, para que envelhecer deixe de significar estar mais exposto a riscos como o isolamento social e a solidão, a dependência física, mental e económica, a estigmatização, os abusos, a violência e os desafios que acarretam para a sociedade atual, e em particular ao concelho de Proença-a-Nova, foi o tema central do II Seminário (Re) Pensar o Envelhecimento, que decorreu no auditório municipal daquele concelho.

Organizado pelo Município, em colaboração com o Projeto Promover e Integrar CLDS 3G, este seminário voltou a reunir um painel de especialistas que refletiram sobre as estratégias e competências humanizadas, promotoras de bem-estar pessoal e familiar e melhoria da qualidade de vida dos idosos, como nutrição, sexualidade, institucionalização e atividade física.
Na abertura dos trabalhos João Lobo, presidente da câmara local referiu-se ao cuidador informal para destacar a sua importância, principalmente em territórios como os da região, ou seja dispersos e despovoados. João Lobo referiu-se também ao programa Aldeia Segura, Pessoas Seguras para defender que, com base nessa experiência, cada aldeia deveria ter “um guardião” e no conjunto do território ter “comunidades seguras”. A ideia do autarca era que as pessoas se sentissem “razoavelmente bem e confortados”.
Este seminário contou com a presença de Álvaro Carvalho, da Fundação com o mesmo nome, e que se preocupa com a realidade destes territórios e com a necessidade de trazer até cá algumas especialidades médicas que não existem e para as quais uma consulta pode demorar anos. Assim, na fundação “estabeleceram-se três palavras de ordem, ou seja dar visão ao interior na oftalmologia, cuidar do coração e olhar para a pele das pessoas, idosos e jovens”, explicou, dando ainda conta que se detetaram algumas causas súbitas de morte como a estenose da válvula aórtica que exige uma intervenção cirúrgica. No caso da dermatologia, as consultas chegam a demorar três anos “e às vezes a pele enrugada esconde tumores terríveis como o hematoma e é preciso resolver depressa se queremos manter estas pessoas vivas”, explicou. Esta fundação tem também em funcionamento a área da formação dos cuidadores de lares para a melhor forma de lidar com os idosos.

Melo Bernardo, diretor do Instituto da Segurança Social de Castelo Branco deixou um olhar transversal sobre o que o setor da Segurança Social representa na economia social do distrito, ou seja “5 500 postos de trabalho”. A par disto “há que acrescentar as prestações de serviço que também são feitas pelas IPSS com outros técnicos de outras áreas”, complementou. Feitas as contas “o investimento do setor social no distrito de Castelo Branco abrange não menos de 80 milhões de euros”, esclareceu Melo Bernardo.
Na sessão de encerramento deste evento esteve presente Francisco Jorge, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa que apresentou vários números sobre a demência, que tem tendência para aumentar na mesma proporção que aumenta a esperança média de vida. Não sendo possível evitar o envelhecimento é preciso que todos se consciencializem disso e procurem as melhores soluções e uma delas é precisamente este tipo de encontros onde se debate, trocam experiências e se aprende. “Temos que nos adaptar à época e ter organizações humanitárias, organizações municipais adaptadas para respostas nos tempos de hoje.”
De referir que este encontro, que vai na sua segunda edição, foi dirigido especialmente aos profissionais que diariamente prestam cuidados aos seniores. O objetivo é partilhar boas práticas de promoção de estilos de vida mais saudáveis e participativos nesta faixa etária.

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