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Os Dead Combo encerraram com chave de ouro a terceira edição do FestIn, com cerca de duas horas de concerto e casa cheia na Casa da Cultura da Sertã, no passado dia 25 de maio.

O concerto congregou qualidade musical e cénica, tendo sido marcado pela apresentação do mais recente trabalho do grupo, “Odeon Hotel”, considerado um dos três melhores discos de 2018 pela generalidade da imprensa e crítica especializada. No final do concerto, um dos elementos do grupo, com raízes familiares na localidade da Macieira (freguesia do Troviscal), partilhou com todos a sua emoção e orgulho por atuar pela primeira vez na “sua terra” e com casa cheia. Os Dead Combo começaram o seu percurso musical em 2003 e têm feito uma trajetória singular, com a consolidação da sua carreira a nível internacional e a sua afirmação como uma das mais interessantes e importantes bandas do novo panorama musical português, descreve a autarquia em nota enviada à comunicação social.

No sábado anterior, 18 de maio, A Jigsaw deitaram mãos ao fascinante e inesgotável legado da música folk, country e blues, fazendo jus à música popular norte-americana que os inspira. Desde 2004 foram apurando a essência que os tornou populares em Portugal e além-fronteiras, motivando elogios da imprensa internacional, não só pelos trabalhos editados, mas também pelas atuações ao vivo. Esta não foi diferente, tendo sido marcada pelo imaginário da mitologia sulista dos Estados Unidos e pela forma como os músicos multi-instrumentistas ajudaram a tornar real esse quadro de fantasia, numa noite memorável com duas vozes poderosas devidamente acompanhadas por uma impar execução instrumental.
A Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim acolheu o segundo concerto do FesTin, com a atuação dos Museum Museum, no dia 11 de maio. Composto por Marta Banza e Miguel Reis, este duo explorou o universo da poesia musicada, num diálogo harmonioso entre o piano e a guitarra acústica. Os poemas eram feitos de momentos e histórias vividas ou imaginadas por Marta, sendo materializados sob a forma de canções intimistas, fruto da sinergia entre os dois membros, numa noite marcada pela estética minimalista, em que vozes e instrumentos estiveram em absoluta harmonia.

Esta edição do FestIn arrancou a 4 de maio na Casa da Cultura da Sertã, com Miguel Calhaz e Brass Fusion a registarem casa cheia. Miguel Calhaz veio apresentar o seu novo projeto (ainda não editado) onde, a solo e com o seu contrabaixo, fez uma viagem às raízes da cultura e da música tradicional portuguesas, aí encontrando a inspiração para as suas composições. Miguel Calhaz mostrou a todos os presentes como um homem e um contrabaixo (sem apoio de qualquer outro instrumento) conseguem encher uma sala de música. O Miguel toca contrabaixo com o corpo todo e faz música utilizando não só as cordas do contrabaixo, como também toda a sua estrutura. Seguiram-se-lhe os Brass Fusion, fanfarra criada com elementos da FUS (Filarmónica União Sertaginense), que trouxeram a animação própria deste tipo de música, com muito ritmo e grande execução. Grande parte dos elementos tem formação musical superior, facto que não passou despercebido. Mais tarde, dividiram o palco com Miguel Calhaz, onde tocaram alguns temas em conjunto, com arranjos preparados pelo Miguel, provando que a prata da casa pode muito bem valer ouro.
Promovida pelo Município da Sertã, a terceira edição do FestIn, festival de música de bandas portuguesas com identidade cultural muito própria, à semelhança das anteriores, “cumpriu a sua missão de promoção e divulgação da cultura e música portuguesas, proporcionando espetáculos memoráveis”, reforça a autarquia.

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