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O Governo declarou a situação de alerta para risco de incêndio florestal até à próxima segunda-feira, dia 3 de junho, devido às previsões meteorológicas de tempo quente para os próximos dias.
O alerta vai vigorar até às 23:59 de segunda-feira, de acordo com um comunicado conjunto dos ministérios da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

As previsões apontam para um “significativo aumento do risco de incêndio”, tendo em conta as informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) sobre as condições meteorológicas para a globalidade do território de Portugal continental.
Segundo outro comunicado, enviado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o índice meteorológico de risco de incêndio florestal, calculado e disponibilizado pelo IPMA, é elevado ou muito elevado para os próximos dias.
O IPMA prevê assim a continuação de tempo quente e seco, com persistência de condições meteorológicas gravosas para o risco de incêndio.
Tal previsão traduz-se, entre outras situações, em valores de temperatura acima do normal para a época, em especial nas regiões Centro e Sul e baixo teores de humidade relativa do ar (HRA), com estes teores a diminuírem já na sexta-feira no Algarve e Baixo Alentejo.
"Este cenário meteorológico irá traduzir-se num aumento dos índices de risco de incêndio, entre sexta-feira e domingo, com condições favoráveis à rápida propagação de incêndios rurais", avisa a Proteção Civil.
A ANEPC determina a passagem ao estado de alerta especial amarelo do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, e ao estado de alerta especial laranja nos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal.
No documento do Governo, precisa-se que as medidas de caráter excecional no âmbito da situação de alerta são “elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte da GNR e da PSP, com reforço de meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos dissuasores de comportamentos e de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas”.
São proibidas as queimadas e está contemplada a dispensa dos trabalhadores dos setores público e privado que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário.

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