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Decorreu, no âmbito da 7ª Romaria de S. Nuno de Santa Maria, uma conferência denominada “À conversa com os Missionários”, que contou com a presença, entre outros dos padres Luís Figueiredo, Castro Afonso e Adelino Ascenso, superior-geral dos Missionários da Boa Nova. Estes deixaram o seu testemunho de missão ao público que esteve presente no Salão Nobre do Seminário das Missões, no sábado, dia 27 de abril.

Missão num país minoritariamente cristão

Adelino Ascenso esteve 12 anos no Japão, um país não cristão em que numa população de 128 milhões de pessoas, 0,34% são católicos. Foi e é com esta realidade que se vive diariamente e talvez por isso a igreja não esteja focada só no atendimento aos cristãos. “Faz um trabalho junto de toda a comunidade, independentemente da sua religião", como sendo nos hospitais, instituições de caridades e escolas, descreveu o Padre Adelino Ascenso, deixando claro que a partilha e a convivência com o cristianismo são feitos “com agrado pois o cristianismo em geral é bem aceite, porque algumas das escolas, dos jardins-de-infância, são melhores do que outros e muitos japoneses colocam as crianças nessas escolas precisamente pelos valores que lá são transmitidos”, esclareceu. De um modo geral, atualmente as relações são boas e há respeito para com o cristianismo, num país onde reina o budismo, focou.

Portugueses: evangelizadores do mundo

Presente com o seu testemunho vivo esteve também, o padre Castro Afonso. Missionário em África, Moçambique, Angola e Zâmbia onde esteve 25 anos, falou principalmente de Cernache do Bonjardim e dos três bispos saídos da Paparia, já falecidos. Nas suas funções teve que percorrer vários países do mundo e na sua opinião, “comparando a nossa história e a missionação dos portugueses, ela foi mal entendida e minimizada pelos historiadores a nível europeu e cá dentro”. “A evangelização dos portugueses não fica nada atrás da dos outros”, garantiu, deixando como defesa a referência do Papa João Paulo II, em 1994, que, “ao mencionar os grande evangelizadores de África mencionou os sacerdotes de Cernache do Bonjardim”. Nas palavras do Papa, estes surgiram em quarto lugar, entre os 12 grupos evangelizadores de África, acrescentou o padre Castro Afonso. Dos 317 missionários formados em Cernache em 50 anos mais de metade ficaram sepultados em África e no Oriente, sublinhou.

A missão como uma lição de vida

Quem começou a sua experiência como missionário em Cernache foi o Padre Luís Figueiredo, há 30 anos. De regresso a esta sua casa lembrou cinco anos de formação e a ordenação em 2001, ano em que partiu para Moçambique, onde ficou até 2018, uma experiência que classificou de “enriquecedora”, pela diferença entre regiões e pela grandeza da fé humana. No contraste entre povos e forma de compreender a língua diferente da nossa encontrou “uma riqueza de fé extraordinária e muito maior do que a minha”, vincou. “Sendo Padres pensamos que temos fé e sabemos tudo, mas gente simples e pobre dá-nos grandes lições”, deixou claro. Se pudesse voltava a África, onde as pessoas dão valor ao momento, onde não se contam os minutos num encontro com a religião, descreveu.
Em termos de missões, a Sociedade Missionária da Boa Nova tem três padres no Japão onde trabalham totalmente ao serviço da igreja local de Lusaka, deu ainda conta Adelino Ascenso. A Boa Nova está ainda representada em Moçambique, Angola e Brasil.

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