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Baixa execução “surpreendeu e desiludiu” – Carlos Miranda (PS)... Foi aprovado por maioria, com as abstenções dos vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda e Cristina Nunes, o Relatório e Contas de 2018. A apresentação aconteceu na última reunião do executivo municipal de 11 de abril.

Em relação ao último documento aprovado verificou-se uma “diminuição da receita em 0,6 %, a despesa aumentou 4%. O equilíbrio orçamental foi considerado e respeitado”, deu conta José Farinha Nunes, presidente da autarquia sertaginense.
No que diz respeito à taxa de execução orçamental da receita corrente, esta situa-se nos 93% e na receita de capital, nos 23%. Existe uma baixa que se deve “ao atraso na aprovação de candidaturas do Centro 2020”, explicou o autarca. Este documento apresenta igualmente as verbas gastas no Plano Plurianual de Investimentos (PPI), onde foram executados 3 milhões 718 mil euros, mais 437 mil euros que no ano anterior. “A execução dos valores previstos no PPI foi condicionada pelo atraso no arranque de alguns projetos mais avultados como sejam as medidas de estabilização de emergência e proteção de recursos hídricos, a reabilitação da Escola Secundária da Sertã e a requalificação dos edifícios dos Mercados de Cernache do Bonjardim e da Sertã, a revitalização da Avenida Ângelo Henriques Vidigal e a requalificação do Largo Dr. Guimarães”, explicou.
Neste documento são também inumeradas as rúbricas onde o investimento foi maior, ou seja “viadutos, arruamentos, captação e distribuição de água, viação rural, sinalização, material de transporte e equipamento básico”, enumerou. O investimento foi repartido entre funções gerais (16%), funções sociais (20%), funções económicas (57%) e outras funções (7%). Nas funções económicas o edil destacou as intervenções decorrentes dos incêndios de 2017 como estradas, arruamentos municipais e segurança rodoviária (1 757 422,00). Nas funções sociais destaque para a requalificação do Monte de Nossa Senhora da Confiança (102 mil euros), a requalificação da Escola Secundária da Sertã (747 mil euros) e o abastecimento de água à zona poente do concelho (203 mil euros).

Baixa execução do PPI “surpreendeu e desiludiu”

Depois de apresentado o documento, o vereador do PS Carlos Miranda lamentou que o mesmo não tenha sido disponibilizado mais cedo para uma análise mais calma. Ainda assim, a baixa execução da receita, da despesa e do PPI chamou a atenção do vereador e “surpreendeu e desiludiu”. "É tanto mais surpreendente quando sabemos que já foram feitas revisões ao orçamento”, disse, confessando que "estava à espera de outros números de execução”. Em jeito de esclarecimento, José Farinha Nunes explicou que “temos receita e despesa relacionada com outros ministérios e com serviços externos que não depende de nós, como por exemplo as candidaturas”. Não satisfeito com a resposta, o vereador rematou dizendo que “existe falta de ação, passividade e falta de estratégia na governação e que tudo isto está muito parado. Este relatório traduz o estado de letargia a que chegou o executivo”, vincou.
O documento segue para discussão e votação na Assembleia Municipal da Sertã.

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