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O Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos entrou em vigor no passado dia 1 de abril e se a grande revolução se registou nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, pioneira no modelo de transporte a pedido, aproveitou essa disponibilidade financeira do Governo central para também reduzir as tarifas.

Esta quinta-feira, dia 11 de abril, na reunião do executivo municipal da Sertã, a vereadora do PSD Cláudia André considerou a redução “salutar” mas também uma “redução esmola e não uma redução digna”, já que não vem acompanhada de uma melhoria na rede de transportes públicos e, “os 20 cêntimos são populistas e pouca diferença farão às nossas populações”, disse. Para Cláudia André é tempo de ir mais longe e criar uma rede de transportes intermunicipal deste género ou uma rede regular de transportes públicos, para “fazer face às necessidades laborais já que são imensas as pessoas que se deslocam de uns concelhos para os outros para trabalhar”, explicou.
Em sintonia com o essencial, o vereador do PS, Carlos Miranda, considerou que tinha que responder "a isto porque a vereadora Cláudia entrou aqui em modo de campanha eleitoral", disse em tom jocoso. No seu entender a medida é boa pois não se ficou só pelas grandes cidades e, “temos que ser realistas quando pedimos coisas para o interior e temos que pedir com critério. Temos que exigir e reivindicar com realismo e bom senso e ter a noção que não podemos ter uma rede fixa de transportes”, vincou, considerando a rede de transporte a pedido uma boa solução.
Além desta medida está a ser estudada uma outra, em sede da comunidade para, no âmbito dos transportes a pedido, “criar circuitos dentro da própria comunidade que liguem, por exemplo aos comboios”, deu conta José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã.

Mas se há movimento dentro da comunidade, também o há para fora desta, nomeadamente para Castelo Branco (Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa), onde há serviços muito utilizados pela população deste concelho, lembrou Cristina Nunes, vereadora do PS. Deste modo, “se queremos eficácia, ela não se reflete neste momento”, com este modo de funcionar, contextualizou.
Apesar de concordar com a redução, o vereador Jorge Coluna do PSD apenas lamentou que a mesma esteja a ser feita à custa de todos pois é suportada pelo Orçamento de Estado. “Estamos todos a pagar a redução dos passes nas áreas metropolitanas. Quando os presidentes das câmaras do interior pedem redução nas portagens ou a construção da EN 238 entre Cernache e Ferreira, já não há dinheiro”, contestou.


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