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Na próxima sexta-feira, 15 de março, é dia de greve estudantil a nível global. Os estudantes de todo o mundo manifestam-se a favor do clima e na Sertã existe um grupo de alunos que vai aderir ao movimento estudantil internacional denominado SchoolStrike4Climate.

Matilde Salgueiro é a aluna organizadora da manifestação no concelho. Os participantes irão fazer uma "caminhada ecológica" entre a Escola Secundária até a Alameda da Carvalha, conforme descreveu à Rádio Condestável.
Pelos contactos que tem recebido, a aluna está em condições de dizer que a adesão à manifestação será “boa”, sendo que também “alguns professores irão participar”.
Inicialmente a ideia era ir até Coimbra, no entanto, perante o interesse demonstrado, pretende-se também mostrar a força que também existe no interior e manteve o protesto por terras sertaginenses. É também “uma oportunidade para os meninos participarem em movimentos mais ativistas em favor de progressos a nível mundial”, neste caso as alterações climáticas, explicou.
A manifestação irá permanecer na Alameda da Carvalha até às 14:00. O movimento estudantil internacional "SchoolStrike4Climate” é inspirado no trabalho de Greta Thunberg, pela justiça climática.
Este é um assunto que, no entender da aluna “é bastante falado mas não é levado muito a sério”, porque no fundo, “ninguém está disposto a fazer alguma coisa em relação ao tema”, disse, considerando-o “urgente”. Envolver os alunos é visto como uma tomada de consciência “para o que está a acontecer e para o facto de ser preciso serem os jovens a intervir para que algo seja feito”, sublinhou.
Para José Carlos Fernandes, diretor do Agrupamento de Escolas da Sertã, estas movimentações de alunos são encaradas “com bons olhos”, pois “toda e qualquer iniciativa em prol do ambiente é bem-vinda”, destacou, já que “é importante alertar toda a população para os problemas ambientais e para a necessidade de fazer algo em prol do ambiente”. Partindo dos jovens, estas iniciativas “dão ainda mais força pois é o futuro do planeta e o futuro deles que está em causa”, disse.
Os problemas ambientais "são uma realidade, não uma ficção”, disse ainda o diretor que destacou, além da atividade descrita, outras que a Associação de Estudantes vai levar a efeito, ainda no dia de hoje, 14 de março. José Carlos Fernandes deixou clara a importância de estas atividades serem "devidamente consertadas e articuladas com as escolas no sentido de lhes dar mais força".
Apesar de todas as manifestações, o diretor considera que é preciso mais do que participação em marchas. É preciso que todos tenham uma atenção e preocupação diárias, concretizadas em ações, para o bem do planeta.
O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, afirmou, em declarações à Lusa, que a greve estudantil “alinha absolutamente com o discurso e a prática deste governo”, considerando justa esta mobilização estudantil.
De acordo com o governante, os portugueses “infelizmente aprenderam a seriedade das alterações climáticas de uma forma dramática, com os incêndios há dois anos, com a seca há 1 ano e meio e com aquilo que é o recuo da linha de costa”.
João Pedro Matos Fernandes diz que “quem no dia 15 se vai manifestar são os próximos votantes em qualquer país do mundo” e por isso acredita “que esta mobilização estudantil pode ser a vitamina de que os governantes do mundo precisam para alinhar as suas políticas económicas e sociais com o Acordo de Paris”.


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