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CPCJ apresentou relatório de avaliação da atividade de 2018… O número de casos acompanhados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Sertã (CPCJ) tem vindo a descer. Este é um dos dados mais relevantes do relatório de 2018 desta comissão, agora tornado público. É uma descida “salutar”, referiu à Rádio Condestável Ricardo Nunes, presidente da comissão sertaginense. O pico máximo de processos foi de 73 mas “está estabilizado nos 50 casos. Assim, feita a média, existe “um processo novo por semana o que significa que existe ainda muito trabalho diário”, acrescentou, realçando o trabalho de retaguarda de toda a equipa da CPCJ da Sertã.

Em relação às idades das crianças e jovens, nota-se uma alteração em relação ao passado. Hoje em dia são acompanhados mais casos de crianças e jovens com idades entre os 11 e os 17 anos, quando no passado eram idades mais baixas. A escola assume um papel de relevo na sinalização, principalmente se o aluno tiver problemas de aprendizagem, de comportamento, de desinteresse ou de faltas, por exemplo. “Essa é a parte visível”. Acontece, “ou porque não tem suporte social ou porque tem um problema em casa”, descreveu, adiantando que “temos uma fatia significativa de casos” e que “um quarto dos processos é sinalizado por exposição a violência doméstica”.

Sociedade está mais alerta

Apesar da maior parte dos casos vir das autoridades policiais, o presidente reconheceu que “há uma sociedade mais atenta e consciente”. Também “as escolas têm estruturas de primeira linha e de prevenção”, disse, referindo-se às equipas multidisciplinares que foram criadas no âmbito de um enquadramento legal recente. Mesmo sem a existência desta nova ferramenta, a Sertã já tinha a funcionar, há vários anos, uma equipa do género a fazer intervenções no terreno, divulgou.
Por outro lado, o trabalho destas comissões está mais facilitado pois, no entender do presidente, “já se percebeu que a CPCJ existe para trabalhar em negociação com as famílias e não faz nada sem o seu consentimento”. Este facto é desconhecido para a maioria da opinião pública e por isso vincou que “não há nada que seja imposto, salvo se trate de um caso de perigo eminente, que também os há”.

Violência doméstica é principal fator de intervenção

Nos últimos meses, é raro o dia em que não surgem, na comunicação social, casos de violência doméstica e quase sempre existem crianças e jovens no meio. Também na Sertã “a exposição a comportamentos de violência doméstica é o principal motivo de sinalização”, confirmou, garantindo que“existe um grande esforço para tentar resolver estas situações e há uma grande articulação com o Ministério Público”.
Por imposição legal, Ricardo Nunes está de saída da CPCJ da Sertã. A transição vai acontecer no próximo mês de abril.


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