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Infraestrutura foi inaugurada ontem,10 de janeiro, e já funciona… A água que é tratada na nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Proença-a-Nova está a ser lançada na Ribeira da Freixeda para ser reutilizada, tudo porque o novo equipamento foi remodelado, a sua capacidade foi aumentada e está preparado para as mais exigentes normas.

A água reúne condições para ser devolvida à natureza, bem como para ser utilizada para outros fins. Este é de resto o novo desígnio das águas pluviais pois a ideia é rentabilizar este bem precioso.
Deste modo, a aposta neste equipamento é também “o tratamento terciário com remoção de azoto e de fósforo através de duas linhas de tratamento biológico”, explicou José Sardinha, presidente do Conselho de Administração da Águas do Vale do Tejo. Este nível de tratamento, “permite-nos atingir uma qualidade de efluente que nos orgulhamos” e por isso, “a descarga deve ficar à vista de todos, pois “não temos nada a esconder. A água é muito bem tratada e está a ser devolvida ao ambiente para alavancar desenvolvimento”, reforçou.
Na presença do secretário de Estado do Ambiente, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, lançou um desafio para que se comece a pensar na “rentabilização das águas pluviais no próprio ciclo, por exemplo na rega dos municípios e conseguirmos otimizar o recurso”, disse.

Apesar de estar ciente das dúvidas que possam surgir ao nível da intervenção nestas infraestruturas, João Lobo destacou a importância “de olharmos para as alterações climáticas e de como podemos levar este bem essencial, que é a água, ao máximo do seu aproveitamento, otimizando-o em relação à nossa sociedade”, sublinhou.
Escutando o repto lançado pelo autarca, o secretário de Estado Carlos Martins, deixou em Proença a novidade de que, “dia 22 de março, Dia Mundial da Água, teremos, no Laboratório Nacional de Engenharia, a apresentação da estratégia nacional para a reutilização das águias residuais tratadas, para um novo diploma legal sobre as águas residuais tratadas nas ETAR’s, para que as autoridades de saúde e os municípios não tenham pejo em poder utilizá-las em usos públicos compatíveis”.

Carlos Martins aproveitou a ocasião para dizer que já durante esta legislatura foram aprovadas mais de 300 novas ETAR’s o que corresponde só a financiamento a fundo perdido 660 milhões de euros o restante sai das entidades que as promovem o que perfaz cerca de 1,2 mil milhões de euros em obras no ciclo urbano da água.
No próximo quadro comunitário de apoio serão mobilizados cerca de 90 milhões de euros para os municípios criarem redes para espaços de rega, refrigeração industrial, lavagem de ruas, lavagem de contentores de resíduos, etc.
A ETAR, um investimento de cerca de 514 mil euros, está agora dimensionada em termos hídricos e processuais para servir o equivalente a 4 650 habitantes.

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