Imprimir

Os incêndios de 2017 deixaram um rasto de destruição visível ainda hoje em muitos aspetos naturais e paisagísticos. Se em alguns locais a regeneração já não acontece, a erosão dos solos é notória, noutros as árvores crescem de forma desordenada, sem que ninguém faça alguma coisa.

As invasoras tomam um lugar que não deveria ser seu e os eucaliptos multiplicam-se como nunca, desordenadamente e transformando-se numa praga, antevendo, com o decorrer dos anos, uma catástrofe ainda maior do que aquela que aconteceu no ano de 2017. Preocupada com esta situação, a vereadora do PSD na Câmara Municipal da Sertã, Cláudia André, quis saber na última reunião do executivo camarário de 3 de janeiro, o que a câmara está a fazer nesta matéria.
José Farinha Nunes informou que terão de ser “os privados proprietários a reflorestar e a aproveitar as candidaturas quando aparecerem”, disse, informando que irão existir incentivos para quem substituir o eucalipto.
Considerando que a situação da invasão dos eucaliptos “é uma emergência regional”, Cláudia André teme que, se nada for feito, daqui a uns anos “todos sejamos cúmplices da explosão de um barril de pólvora como o é a floresta desordenada”. Assim, defende que os responsáveis políticos da Sertã dever pensar e ter uma prioridade, ou seja “reflorestar”.

“Se a prioridade for política, alguma coisa acontecerá”, concluiu e, olhando para o orçamento na área da floresta, deixou alguns exemplos de como se poderia apoiar os proprietários, por exemplo através de parcerias. “Temos muitas entidades com as quais poderíamos fazer parcerias para juntar, informar, mobilizar ou dar plantas aos proprietários”, sublinhou. O objetivo da ideia é assim “apoiar em espécies para minorar a invasão dos eucaliptos”, finalizou.
José Farinha Nunes reforçou a ideia da criação de incentivos para quem substitua a plantação de eucaliptos por outras espécies, defendendo que se deveria “começar a estudar os solos, de norte a sul do país, incentivar as pessoas a plantar o que é próprio de cada região e nunca a quantidade de pinheiros e eucaliptos. Esse estudo deveria ser feito por parte do Estado e saberia o que estava plantado em cada região. Sem isso isoladamente não haverá sucesso”, vincou.

Av. Dr. Abílio Marçal, Lote 1 B 6100-267 Cernache do Bonjardim

geral@radiocondestavel.pt

Telefone: Geral: 274 800 020

Redacção: 274 800 028/7



Estatísticas

Hoje
8765
Ontem
27126
Este mês
899471
Total
24488078
Visitantes Online
34