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Manda a tradição que a família dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos (BVFV) se reúna todos os anos no Natal, em torno de uma refeição servida no quartel.

Esta iniciativa é antecedida por uma sessão solene e este ano fizeram-se os habituais balanços do ano com o Comandante da corporação figueiroenese, Paulo Renato a referir-se ao braço de ferro entre os bombeiros e o governo e a reforçar que “o socorro à nossa população está e estará garantido, como sempre esteve”. Sobre esta matéria, o representante da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) ali presente, o Comandante dos bombeiros de Peniche, José António deixou a esperança de um entendimento esta terça-feira, no encontro entre a LBP e o Ministério da Administração Interna “para bem de todos, incluindo outros agentes da Proteção Civil”.
Quem também aproveitou para dizer que está ao lado dos bombeiros foi Carlos Silva, presidente da Assembleia Municipal de Figueiró dos Vinhos e líder da Central Sindical UGT. Carlos Silva lembrou as máximas do Natal para considerar que o Governo também deve ser “tolerante, dialogante e perceber que tem que se sentar à mesa com os bombeiros. Independentemente da forma como se discute, o que importa é defender a essência e a substância do que está em causa”, disse.

José Carlos Quintas, presidente da Direção da Associação Humanitária dos BVFV deu importância aos mais de 50 cadetes e estagiários que estão na Escola de Infantes e que já defendem o lema “Vida por Vida”. Aproveitou para dizer que “ser bombeiros não é só apagar fogos. Há muitos outros trabalho a fazer como cheias e outras situações de emergência”, destacando também o papel social que os soldados da paz têm noutros domínios como o “transporte de doentes, o contacto com as populações mais isoladas, a promoção da atividade desportiva e cultural ou a aproximação das populações aos serviços de saúde”.
Carlos Quintas pediu ainda ao presidente da câmara, Jorge Abreu, brevidade na entrada em vigor do estatuto social do bombeiro. Em resposta, o autarca desvendou que “já está no orçamento do próximo ano”. Deverá sair com algum atraso apenas para o coordenar com um regulamento transversal de apoio aos bombeiros que está a ser elaborado com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.
Presente, e como convidado, esteve igualmente Mário Cerol, 2º Comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil de Leiria. Tal como Jorge Abreu e Augusto Arnauth, Comandante dos voluntários de Pedrogão Grande (também presente) é arguido no processo dos incêndios de 17 de junho de 2017. A terminar, Jorge Abreu vincou que a situação “não vai afetar em nada o nosso trabalho daqui para a frente”, disse que estava de “consciência tranquila” e ironizou dizendo que “o que fizemos de mal foi andar a trabalhar para as populações e a tentar minimizar o impacto negativo”.
Neste almoço participaram todos os elementos da corporação e as suas famílias.

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