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Vinte e cinco por cento de jovens em Portugal, entre os 15 e os 25 anos, já foram vítimas de violência na relação de namoro.

Foi este o tema da iniciativa que os alunos do 11º ano da Escola Secundária da Sertã levaram a efeito esta semana uma palestra subordinada ao tema em questão.
O namoro está habitualmente associado a uma fase romântica da vida. No entanto, em Portugal, está também ligado, em muitos casos, à violência. O aumento nos casos e denúncias de violência doméstica, registados em 2006, tiveram maior expressão nas vítimas com idades até aos 24 anos, sendo que 25 por cento de jovens em Portugal, entre os 15 e os 25 anos, já foram vítimas de violência na relação de namoro.
Os dados da PSP e da GNR dos primeiros seis meses deste ano, em comparação com o primeiro semestre de 2005, revelam um aumento de 59 por cento de vítimas com idades até aos 24 anos. De 917 vítimas passamos para 1 459. Apesar de não ser o escalão onde existem mais casos, é aquele que regista o maior aumento.
A tomada de consciência desta realidade levou a que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, da Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular promovessem um concurso denominado “a nossa escola pela não violência – prevenção da violência nas relações de namoro”.
Deste modo, o Agrupamento de Escolas da Sertã, através da turma do 11º C, está a participar nesta iniciativa. Esta semana forma apresentados, à comunidade escolar e convidados, os trabalhos realizados. Desde encenações de cenas de violência, a testemunhos na primeira pessoa, os alunos retrataram esta matéria.
Presente nesta sessão, José Paulo Farinha realçou o facto de “o Homem que tanto lutou por uma Carta Universal dos Direitos do Homem, ser o próprio a desrespeitá-la” e admitiu não compreender os ciúmes de hoje entre namorados, comparando com os namoros de antigamente.
Por seu lado, Manuela Gama Vieira, Assistente Social do Município, recorreu à legislação para dizer que “o avanço legislativo para classificar a violência no namoro como violência doméstica é positivo”, no entanto também é mau sinal pois se passou a existir é porque “se há essa necessidade é porque se verifica que os comportamentos violentos estão a aumentar”.
Numa linha transversal em todos os trabalhos apresentados está o telemóvel, fonte de liberdade por um lado mas também fonte geradora de conflitos como explicou o psicólogo Ricardo Nunes, ao dizer que este pode ser uma prisão mas também liberdade, sendo para tal necessário “saber distinguir muito bem qual é a sua função e até que ponto é que ele condiciona o nosso quotidiano”.
Estes trabalhos irão participar num concurso a nível nacional, no valor de 5 mil euros que será convertido na aquisição de bens e serviços de interesse e necessidade para a escola ou para a turma vencedora.

 

 

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