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Como evitar uma morte lenta ou uma reflexão sobre o sentido da Vida
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Ora viva. Estamos de volta. Directo à Questão.
Para uma reflexão sobre o sentido da Vida, recorro às sábias palavras de Pablo Neruda, lembrando a importância de uma postura pro-activa, de uma atitude de mutação sistemática, de um acreditar permanente em si próprio. Se é verdade que as contrariedades surgem a cada esquina e nem sempre são fáceis de integrar, não é menos verdade que cada um de nós é agente de mudança. É esse o desafio. Contra o tantas vezes aqui citado fatalismo luso. Contra as rotinas e os hábitos bacocos.
Deixo-vos, pois, com as palavras do mestre Neruda. Naquela que é uma homenagem à vida.
Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê, quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
Não arrisca vestir uma cor nova,
Não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is"
A um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
Não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
Exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Até para a semana. Directo à Questão
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