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Os alunos do 11º ano da Escola Secundária da Sertã estão a participar no programa nacional “Nós Propomos” e estão a abordar o tema “A floresta e os impactos no turismo da região”.

Para falarem especificamente sobre os incêndios florestais na nossa região e as problemáticas da floresta, nomeadamente sobre o Nemátodo, estiveram, esta terça-feira, dia 12 de fevereiro, na Rádio Condestável à conversa com o diretor da estação Carlos Ribeiro e um jornalista que acompanha o desenrolar dos incêndios no terreno, Luís Biscaia. Os alunos fizeram algumas questões a estes dois profissionais, nomeadamente como foi sentida a catástrofe dos incêndios de 2017, interação entre bombeiros, populares e jornalistas, como pode ser minimizada a catástrofe dos incêndios ou o que tem feito a rádio para debater problemas como o nemátodo.
Para a porta voz do grupo de alunos, Matilde Mendes, “é importante que os jovens queiram falar e debater os problemas do interior, pois não há muita gente a falar disso e o Estado despreza o interior”, enquadrou. O amor à terra é um dos impulsos para tentarem desenvolver e encontrar soluções para a temática. “Somos de cá e não queremos ver a nossa terra descer e queremos mudar aquilo que está mal em nós. Queremos mesmo uma mudança e se o conseguirmos, achamos que alguém se irá juntar a nós”, confirmou a aluna.

Estas participações e a escolha dos temas, que este ano, além do que se está a falar e entre outros, se centram nas acessibilidades e desenvolvimento de estruturas de lazer e no ordenamento da floresta, já não surpreendem a professora coordenadora do projeto no Agrupamento de Escolas da Sertã, Ilda Martinho. O que a surpreende, confessa, “é o empenho, disponibilidade, atitude e capacidade de equacionar os problemas e até mesmo a esperança que têm em ver resolvidos os problemas”, disse, consciente de que o seu interesse na sociedade que os envolve pode mesmo trazer uma mudança para o futuro das suas terras, no interior. “Não devemos ser uma máquina que fabrica pessoas para irem viver para Lisboa ou Porto. Devemos começar a preparar os nosso s jovens e pressionar o poder politico para que criem as condições necessárias para que este território se torne um polo regional e de fixação de pessoas”, explicou.
Este grupo de alunos irá também contactar com alguns alojamentos turísticos da nossa região, explorando assim a vertente turística, pois “a nossa floresta está relacionada com o turismo porque os problemas dos incêndios e do nemátodo vão afetar o turismo”, reforçou. Terem escolhido a Rádio Condestável para ajudar a pensar este tema aconteceu porque, além de ser um órgão de comunicação local, “é um veiculo de informação que chega perto das pessoas e que contacta de perto com a maior parte dos problemas e das soluções para a região”, explicou ainda Matilde Mendes.
Após a conversa com os alunos, Carlos Ribeiro, diretor da Rádio Condestável, deixou vincada a importância da comunicação social, neste caso regional, que ajuda “na construção de uma sociedade, muito pelo seu papel de proximidade” e na construção de mentalidades, a começar pelas escolas. “Este alunos vieram até nós em busca da nossa experiência e saber, colhidos através da nossa prática jornalística no terreno”, explicou. Ao tentarem saber mais, estes alunos vão “transportar esse conhecimento para os seus trabalhos mas também para a sua vivência. Em busca de informação eles formam-se e tornam-se Homens para a vida”, sustentou, ciente de que “saíram daqui cidadãos mais conscientes, mais informados e em gente assim podemos confiar, temos o futuro assegurado”.


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