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Um ano depois das Eleições Autárquicas de 2017, o vereador do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda, fez um balanço, na reunião do executivo camarário de ontem, 11 de outubro, do que foi o primeiro ano deste mandato.

Pegando numa informação do Agrupamento de Escolas da Sertã, que dá conta que nos últimos oito anos o agrupamento perdeu 600 alunos, Carlos Miranda considerou que “há muito por fazer” e que o concelho vive de aparências em que “as obras são mais do que muitas, os eventos um sucesso, a Sertã atrai milhares de visitantes e parece ser o centro das atenções”. O vereador fala ainda nas inúmeras festas ao longo do ano, argumentando que “neste imenso arraial em que a Sertã se transforma, o povo vive um pouco alheado da realidade e tem ilusão de que tudo vai bem e vive no melhor dos mundos. Enquanto isso as famílias continuam a ver os filhos e netos a ter que imigrar”, vincou.
Apesar de ser oposição, o PS tem votado favoravelmente a maioria das propostas apresentadas, lembrou Carlos Miranda, para dizer que “o problema está no que não é feito e não no que está a ser feito. Mas o que está a ser feito não chega”, ou seja, “não chega distribuir dinheiro pelas coletividades, organizar festas ou eventos pontuais”, bem como a televisão vir à Sertã, pois “vai-se embora e tudo fica na mesma”. “Não cria emprego”, reforçou.
Sobre os dois milhões de euros que chegaram ao concelho para fazer face aos prejuízos causados pelos incêndios de 2017, Carlos Miranda diz que a resposta foi “colocar mais alcatrão. Cerca de 2 milhões de euros, disponibilizados pelo Governo, gastos em alcatrão”, lamentou. “E assim se resolve o problema dos incêndios e do ordenamento florestal”, criticou, dando a ideia de que neste concelho podia ter havido imaginação e aplicar essa verba no “emparcelamento ou associativismo dos empresários e dos proprietários para resolver, de uma vez por todas, esse problema crónico na estrutura da propriedade na Sertã”, ou ainda “no apoio à plantação de espécies autóctones e no apoio aos proprietários para fazerem uma efetiva limpeza da floresta”.
Feitas as contas, o orçamento camarário para quatro anos é de 80 ME e o vereador apelou à imaginação de todos para que pensassem o que fariam com esse montante e 300 colaboradores (funcionários da câmara), considerando que o “problema não está em fazer, mas em fazer bem, com ambição e estratégia”.
Em desacordo com esta análise, José Farinha Nunes, presidente da câmara responde com as estatísticas de 2018. “Chegamos à conclusão que a Sertã, a nível nacional subiu 16 lugares. Em 308 municípios estamos no lugar 118. Temos subido todos os anos, de uma maneira geral”, ou seja nos negócios, concelho para visitar e viver. Na Região Centro "subimos sete lugares” e “a realidade é o contrário do que foi afirmado aqui”, finalizou.
José Farinha Nunes referiu ainda que, na taxa de desemprego, “estamos no lugar 85 em 308 municípios”, mas o vereador respondeu dizendo que “se não há pessoas não há desemprego”.


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