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Objetivo: adaptar o Plano de Ordenamento “desajustado da atual realidade”… A Albufeira de Castelo do Bode vai ter um programa especial, que terá como finalidade definir regimes de salvaguarda dos recursos naturais em presença, com especial destaque para os recursos hídricos. Será um instrumento de apoio à gestão da albufeira e da zona terrestre de proteção envolvente, assim como de articulação entre as diferentes entidades com competência na área de intervenção.

Este programa especial visa adaptar o Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode, que se “encontra desajustado da atual realidade socioeconómica e do presente quadro legal e institucional que regula este tipo de instrumentos de gestão do território”, lê-se no Despacho n.º 5797/2018 da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza.
Quem já reagiu a esta notícia foi José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, município que faz fronteira com esta albufeira. Na opinião do autarca “este Rio Zêzere tem que ser bem explorado, o que não significa poluir. Queremos manter a qualidade da água e das margens. Há forma de desenvolver as margens de forma equilibrada e protegendo o ambiente”, disse em declarações à Rádio Condestável. Classificando o atual plano de “restritivo”, o autarca considera que “não há razões para tal” e “queremos que haja condições para que as pessoas possam desfrutar daquela zona da melhor forma, respeitando o ambiente”, acrescentou. O edil sertaginense mostrou-se otimista perante a colocação em prática de um novo programa pois, como diz, “junto ao Tejo também há hotéis e aqui também poderá haver instalações hoteleiras junto ao Zêzere sem poluir o ambiente”.
Neste momento a autarquia da Sertã tem projetos para a área da albufeira que confina com o concelho. Estes projetos estão para análise na Agência Portuguesa do Ambiente acrescentou José Farinha Nunes.
Vila de Rei é outro dos concelhos que tem margem com esta albufeira e Paulo César, vice-presidente da autarquia, espera que este “plano especial não seja tão burocrático e castrador do desenvolvimento dos territórios como o último foi”, referiu, especificando que o plano de ordenamento atual “restringe a um grau inacreditavelmente difícil e burocrático o desenvolvimento de qualquer atividade que permita alavancar as potencialidades do rio”.
O Programa em causa compreende o plano de água e a zona terrestre de proteção, podendo coincidir com o âmbito territorial do Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode (500 m) ou ser ajustada a uma largura máxima de 1000 metros contados a partir da linha de nível de pleno armazenamento da albufeira.
Sobre esta questão, Paulo César mostrou-se insatisfeito pois, “se vamos aumentar os perímetros de salvaguarda, se calhar o melhor é esvaziar esta gente daqui”, contestou, explicando que “se 500 metros é de tal maneira devastador pois não se consegue dotar uma praia fluvial com um acesso de alcatrão ou de paralelos, então passar para 1000 metros, não entendo”, sublinhou.
O vice-presidente da autarquia vilarregense lembrou ainda que até aos dias de hoje o concelho não foi totalmente ressarcido pelos prejuízos causados pela construção da barragem. O concelho ficou sem sete aldeias, a construção causou isolamento, o qual não chegou a ser atenuado com a construção da ponte de ligação a Ferreira do Zêzere. Ainda assim, olhando para todos os projetos que a autarquia tem para a zona da albufeira, é objetivo manter a qualidade pois só assim se pode atrair riqueza. Paulo César olha para planos de outras albufeiras e chega à conclusão que “nas outras barragens faz-se tudo, aqui não se faz nada”. Nas outras barragens há um aproveitamento turístico, aqui não”, lamentou.

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