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O Governo vai reunir-se extraordinariamente, ainda este mês, com os agentes das fileiras florestais para discutir a venda do material lenhoso das áreas afetadas pelos incêndios, avançou hoje fonte do gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas. De acordo com a mesma fonte, o executivo tem vindo a desenvolver contactos com as associações e empresas dos sectores energético e florestal, no sentido de incentivar iniciativas que respondam ao objetivo de criar "uma espécie de central de compras" da matéria ardida para garantir que não há especulação.

Numa resolução do Conselho de Ministros de 06 de julho, a Governo comprometeu-se a ”articular as iniciativas de empresas do setor energético, em coordenação com os municípios dos territórios afetados, para a criação de parques de receção de biomassa florestal residual, com o objetivo de assegurar aos produtores florestais o valor de mercado do material lenhoso das áreas afetadas”. “O Governo decidiu ainda convocar uma reunião extraordinária da PARF (que integra todos os agentes do setor), a qual terá lugar em setembro, para análise da situação e discussão da necessidade de encontrar mecanismos de transparência e de aprofundar o diálogo ao nível interprofissional”, adiantou à Lusa fonte do gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas.
Segundo a tutela, a PARF reuniu-se em julho, já depois de incêndios rurais de grandes dimensões, “altura em que os agentes do setor tiveram oportunidade de expor a questão em sede própria”. Criada em 2014 pelos Ministérios da Economia e da Agricultura e do Mar, a PARF tem como missão “acompanhar as relações entre os agentes das fileiras florestais”, pretendendo-se com esta plataforma desenvolver a competitividade da economia portuguesa, através da valorização da produção nacional, e contribuir para o aumento da competitividade das empresas portuguesas e para o emprego.
Na visita de 3 de julho a Figueiró dos Vinhos, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou que o Governo pretendia criar "uma espécie de central de compras" da matéria ardida para garantir que não há especulação. "Estamos a tentar diligenciar com as grandes empresas que adquirem este tipo de matéria-prima", disse Pedro Marques, referindo que os contactos feitos vão no sentido de se ter "uma espécie de central de compras da matéria ardida". A iniciativa justifica-se pela necessidade de que os valores de transação de matéria ardida sejam adequados, valores dignos e não especulativos de aproveitamento da situação dos produtores locais", explicou o governante, que falava durante a apresentação do relatório sobre os incêndios que afetaram a região Centro.


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